27/06/2007

.: TV .: A terceira temporada de “Lost”

Enfim, praticamente em uma tarde, mergulhamos de cabeça e de uma vez só nos 23 episódios da terceira temporada de “Lost”. E devo dizer que não me decepcionei. Aliás, até me surpreendi. Positivamente, eu diria. Duas coisas que começaram a me incomodar na segunda temporada parecem ter sido parcialmente resolvidas neste recém-encerrado ano da série, talvez motivadas pelas reclamações de algumas centenas de fãs pentelhos que têm tempo suficiente para gastar discutindo inflamadamente teorias em fóruns e comunidades.

A primeira delas é a resolução de algumas pontas soltas, ao invés de simplesmente sair abrindo mais e mais mistérios para lá e para cá. Já é possível saber mais sobre quem são os Outros e sua relação com o projeto Dharma, quem seriam Juliet, o esquisitão Bem e a francesa pinel Danielle, e ainda descobrir relações ainda mais próximas e íntimas entre personagens como Jack, Kate, Sawyer, Desmond, Locke, Hurley e Charlie.

É bem verdade que isso é pouco, quase nada, em comparação à quantidade de mistérios que ainda rondam a ilha, seus nativos (sim, eles existem!) e suas estranhas propriedades curativas e espirituais. Mas já fica um gostinho no ar para que o espectador, mesmo sem sacar pitombas, comece a achar que está pegando o X da questão. Nós adoramos ser enganados.


O outro ponto positivo é o retorno do foco nos personagens principais, evitando tantas tramas paralelas com tantos personagens coadjuvantes apresentados como num passe de mágica (é o caso do casal geriátrico Ros e Bernard), o que tornou boa parte da segunda temporada um tanto cansativa neste aspecto. Aquele núcleo padrão de meia dúzia de rostos conhecidos ganhou nova cor – e a trinca Jack, Sawyer e aquela mala da Kate ficou novamente sob os holofotes. Destaque para o desenvolvimento do doutor Jack Shephard, em seu melhor momento desde o início da série, tirado do papel fácil de “sou o mocinho da história e não tenho defeitos” e atirado em uma tridimensionalidade mais paranóica e depressiva, quase um paladino de D&D. Continuo achando John Locke o personagem mais legal da trupe, mezzo bacana e mezzo evil como qualquer ser humano comum, mas devo admitir que peguei ainda mais simpatia pelo nosso sofrido protagonista.

PS: Catso, tanto tem se falado sobre o ator que interpreta o Sawyer assumir o sobretudo e as cartas do Gambit em um próximo “X-Men” – mas por que não pensar na possibilidade de dar um pé na bunda do James Marsden e chamar o próprio Doutor Jack para ser Scott Summers, vulgo Ciclope? Muito mais estiloso!

PS2: Concordo com o Ben (aliás, outro personagem que ficou ainda mais legal, sobressaindo-se da maioria): a vida da maior parte daqueles sujeitos é simplesmente um lixo fora da ilha. Por que cargas d’água a maior parte deles está querendo tanto ir embora? Certo está o Locke, pombas!

PS3: Todos os personagens, sem exceção, têm problemas relacionados à figura paterna, Deus do Céu! Freud explica?

PS4: Uma temporada quase inteira sem o Michael? UÊBA!

Um comentário:

Pedro Obliziner disse...

Realmente foi a minha temporada favorita até agora. Ainda prefiro como personagem o Sawyer, acho que ele tem um bom futuro se não transformarem ele em um simples antipático anti-herói que vira bonzinho no final. O Locke eu também gosto, principalmente por gostar do filosofo e ver muito deste naquele(meio óbvio isso né).