02/08/2007

.: QUADRINHOS .: Novos detalhes sobre a “Crise Final”

Primeiro, foi a clássica “Crise nas Infinitas Terras”. Muita gente achou que já estava bom, mas eles queriam mais. E inventaram a recente “Crise Infinita”. Para completar a sede da DC Comics por megacrossovers que prometem revolucionar a cronologia dos personagens da editora definitivamente (se é que existe “definitivo” no vocabulário dos roteiristas de quadrinhos), 2008 nos reserva a chamada “Final Crisis” (Crise Final). E o responsável por aquela que, desde o título, promete ser a chacoalhada definitiva no universo DC é ninguém menos do que o alucinado Grant Morrison. Quando um escritor conhecido por seu trabalho nas revistas adultas do selo Vertigo assume tanto poder assim em suas mãos, pode deixar que alguma loucura ele vai aprontar.


”Será como ‘Senhor dos Anéis’ no Universo DC”, descreveu o próprio Morrison em poucas palavras durante a recente convenção nerd San Diego Comic-Con. Um fã ainda perguntou a respeito da natureza efêmera dos gibis de super-heróis, nos quais os personagens morrem e retornam num passe de mágica. “Existe uma razão pela qual a Crise Final é chamada ‘Crise Final’. E se vocês não gostarem, nós faremos de novo”, brincou o escritor. Um outro fã quis saber: mas quando estes crossovers todos vão acabar? E um incisivo Morrison não quis deixar dúvidas: “Crise Final”.

Vamos só ver que apronto a Marvel está tramando para 2008 – afinal, eles não vão deixar passar batido e também vão querer o seu próprio evento cataclísmico para o ano que vem. Deus queira que não resolvam trazer o Steve Rogers do mundo dos mortos (pensando bem, não tenho a menor dúvida de que isso vai acontecer em algum momento...).

Mais manchetes do mundinho pop:

- Com o lançamento da animação longa-metragem “Superman Doomsday” em setembro e o anúncio da adaptação animada de “Liga da Justiça: A Nova Fronteira”, vazou um documento interno da área de marketing da DC/Warner Bros. Animation sobre dois novos projetos a serem lançados diretamente para o mercado de vídeo. O primeiro deles, estrelado pela Mulher-Maravilha, é de animação tradicional e parece recontar a recriação que George Perez fez para a heroína em 1987 – com a chegada do piloto do exército Steve Trevor à ilha de Themyscira e a libertação do deus da guerra Ares, em busca de vingança contra as amazonas. O outro projeto, a ser lançado pouco antes do filme “The Dark Knight”, são seis capítulos do Batman feitos em animação japonesa (oh, gosh...) e que, cronologicamente, se passariam entre “Batman Begins” e “The Dark Knight”. Os roteiristas seriam nomes consagrados como Josh Olsen (indicado ao Oscar por seu trabalho em “Marcas da Violência”), o roteirista de quadrinhos Brian Azzarello e até o próprio roteirista de “Batman Begins”, David Goyer. Mas...por que diabos animação JAPONESA? Nada contra – aliás, gosto de diversos animes, sem qualquer preconceito – mas é um conceito que simplesmente não combina com o universo do Cavaleiro das Trevas.

- Os sites Latino Review e Collider.com descobriram a informação de que George Miller, diretor do surpreendente “Happy Feet”, é o principal nome cotado para a direção de “Justice League of America”, filme que reuniria os maiores nomes super-heroísticos da DC Comics – Super-Homem, Batman, Flash, Mulher-Maravilha e Lanterna Verde. Segundo os informantes, esta película é uma prioridade maior para a Warner Bros. do que a tão falada continuação de “Superman – O Retorno”.

- O escritor de quadrinhos Mark Waid assume o cargo de editor-chefe da editora norte-americana BOOM! Studios a partir deste dia 1º de agosto. Por mais que seu contrato de exclusividade com a DC Comics tenha expirado, o sujeito continuará a escrever os títulos regulares com os quais tinha se comprometido: “Flash” e “Brave and The Bold”. A BOOM! já adquiriu franquias de sucesso para levar ao mundo dos gibis, como os games colecionáveis “Warhammer” e os lendários filmes da série “O Poderoso Chefão”.

- Depois de lançar uma coleção “remasterizada” de “Silver Star” e anunciar a publicação de uma compilação de 14 números do “Captain Victory”, a Image Comics anunciou que estes dois títulos, as últimas obras autorais nas quais o mestre Jack Kirby trabalhou antes de sua morte (publicados pela Pacific Comics no começo dos anos 80), ganharão novas séries – ambas cortesia de um dos meus quadrinistas favoritos, Erik Larsen (“Savage Dragon”), que jamais escondeu (inclusive em seu traço) sua adoração por Kirby. Ambos serão escritos e desenhados por Larsen, mas em “Captain Victory” ele contará com a colaboração, nos roteiros, do editor-executivo da Image, Eric Stephenson.

- Que Edward Norton será o protagonista do novo filme do Incrível Hulk você já sabia. E que ele mesmo escreveu o roteiro da película, você também já sabia (caso você seja um visitante assíduo e tenha lido a nota algumas rolagens abaixo). Mas durante o painel da Marvel Films na San Diego Comic-Con, o ator/escritor deixou claras as suas influências para contar esta nova história do Gigante Esmeralda. “Não sou muito fã de histórias de origem”, respondeu ele a um fã. “Não gosto de como elas são obrigatórias em filmes como este. Teremos alguns trechos da origem espalhados pela história”. E mais: desde o início, os produtores deixaram claro que a inspiração maior será a série de TV dos anos 80. Mas não será a única. A recente passagem do roteirista Bruce Jones pelo gibi do personagem, com Banner perseguido pelo governo dos EUA, e também a cultuada fase do Hulk Cinza foram cruciais. “No entanto, não queremos refazer nada, mas criar nossa própria história”.

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