03/10/2007

.: CINEMA .: Motoqueiro Fantasma e Quarteto Fantástico 2

Em um único final de semana, mergulhei nos dois filmes de quadrinhos da Marvel que acabei perdendo durante as suas respectivas passagens pelos cinemas. E não me decepcionei com nenhum dos dois, por mais que os fãs pentelhos e puristas possam discordar de mim aos brados emocionados. Mas este é o MEU blog, então vocês vão ter que aturar a MINHA opinião. O que resta a vocês são os comentários...ou, quem sabe, criar os seus próprios blogs. Humpf. :-)

Vamos começar por Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Olha só, eu devo ter sido um dos poucos marvetes do planeta que achou simpática a primeira passagem da família Richards pelas telonas. Os créditos de Tim Story como diretor realmente são questionáveis e a interpretação dada ao Dr.Destino está próxima do risível. Mas o restante funciona muito bem, em especial o duo Tocha Humana (Chris Evans, excelente) e Coisa. Menos super-heróis e mais uma família superpoderosa, eles são bastante fiéis a um dos pilares do conceito original de Stan Lee e Jack Kirby, com direito até ao quatro flamejante no céu.

O segundo filme não muda muito. Story não melhorou substancialmente como cineasta. O Dr.Destino vivido pelo Dr.Troy ainda é meio bobo e distante do nosso temido monarca da Latvéria. E, sorry, o capacete até é sugerido numa sombra, mas o Galactus não passa de uma nuvem. UMA NUVEM! Mas até que o filme é simpático. Johnny Storm e Ben Grimm continuam sendo as melhores coisas em tela, mas é engraçado ver que Ioan Gruffudd está se soltando ainda mais na pele elástica do Sr.Fantástico. Só Jessica Alba ainda está estranhamente deslocada...e branca. Deus, conseguiram fazer o tratamento Omo Dupla Ação na mulher! A aparição do Stan Lee presta tributo aos fãs mais hardcore, evocando o casamento de Sue e Reed nos gibis clássicos.

No fim das contas, o humor ainda é mais presente do que a faceta “exploradores do desconhecido”, dando uma aura de sitcom com superpoderes à produção. Sejamos sinceros: basta relembrar a era John Byrne e ver nitidamente que, guardadas as devidas proporções, o retrato da primeira família de heróis Marvel está bem ajeitadinho. Sessão-pipoca. E é bom saber que o Surfista, mostrado até de maneira interessante, terá nova chance em um filme próprio. Merece.

O outro caso, Motoqueiro Fantasma, é mais polêmico. Fanboy, Zarko, Machine Boy e demais colegas arqueiros execraram Emílio Elfo por dizer que tinha gostado do filme, que tinha achado melhor do que o “Demolidor”, do mesmo Mark Steven Johnson. Devo dizer que concordo...com o Elfo. Sorry, buddies, ele estava errado na ocasião de “X-Men 3”, mas agora tenho que ficar do lado dele. À época, quando vi “Demolidor”, achei um filminho médio, mediano, nota 6.0.

Quando tive acesso à tal “versão do diretor”, a coisa pareceu fluir melhor. Estava longe do ideal, do que seria um “Demolidor” dirigido por Frank Miller (já pensou?), mas melhorava substancialmente, ganhando nota 7.0. É esta a mesma nota que dou para “Motoqueiro Fantasma”. Não é sombrio e dark como as histórias mais recentes, estreladas por Danny Ketch. O tom aqui é um tanto mais bem-humorado, remetendo à atmosfera camp das histórias originais, da década de 70, com o original Johnny Blaze. Mas está longe de ser “vergonhoso” conforme afirmou o barbudinho fã dos Transformers. Pra mim, diverte e não compromete.

Nicolas Cage não está no auge de seu talento mas, apesar do ridículo implante de cabelos, ele parece um pinto no lixo de tanto que está se divertindo ao realizar o sonho de interpretar um de seus personagens favoritos dos gibis. Os efeitos funcionam, da cabeça flamejante à corrente-chicote. Vergonhoso? “Borat” é vergonhoso! Este “Motoqueiro Fantasma” é...sei lá...OK. Seria muito melhor se um Tim Burton colocasse a mão no projeto? Claro que sim. Mas é o que temos pra hoje.

E esta, parte de uma discussão com altíssimo nível de nerdice, vai para o Zarko: é óbvio o motivo pelo qual ele tem que tratar do pequeno ferimento do ombro (causado por um canivete de um marginalzinho de rua) quando volta ao normal, mas sai sem nenhum arranhão quando tem um caminhão arremessado contra o seu corpo. Repare que aquele ombro é rigorosamente o mesmo no qual o Mefisto (Peter Fonda, canastríssimo e divertidíssimo) toca em um Blaze ainda jovem, e através do qual lhe transfere a maldição. O lugar acabou se tornando uma espécie de ponto fraco, ou algo assim. Sacou? :-P

4 comentários:

Fanboy disse...

Continuo na mesma: o filme, prá mim, é vergonhoso. Vergonha alheia, sabe? Dedinho apontando, diálogos sofríveis, atuações tenebrosas... terrível, terrível.

Mas, até aí, eu tenho que conviver com Transformers do Michael Bay, e ainda esperar uma parte dois. Buá!

Emilio Elfo disse...

Aêêêê!!!

Fui vingado! Num bando de gente que nunca me leva a sério, fui vingado!

Valeu pela lembrança, Cidão! ^_^

Manoel Gonçalves disse...

E aí, Cid. Eu também perdi so filmes na telona. Ainda não assisti Quarteto. Vi apenas algumas cenas, mas gostei dos efeitos do Surfista. Motoqueiro eu gostei e achei muito bem produzido os efeitos e o filme. É claro que algumas idéias que estão presentes nos quadrinhos (ou livros) quando são feitas adaptações podem se perder, mas a linguagem é outra, o tempo é outro, os efeitos são infinitos. Alguma coisa pode escapar. Então, não dá para esperar a mesma densidade da história e a explicação para tudo. Acho um pouco de exagero dos críticos e fãs de HQ. Parabéns pelas análises.
Abraços.
Manoel Gonçalves

Gabriela Iscariotes disse...

"pinto no lixo" foi ótima, rachei de rir aqui.

Mas ainda não vi o filme, então não tenho comentários para o dito-cujo.