04/01/2008

.: QUADRINHOS .: Então, aconteceu.

Foi lançado nos EUA o gibi “Amazing Spider-Man #545”, que finaliza a polêmica saga “One More Day”, desde já considerada uma das mais polêmicas da vida do Homem-Aranha. E não é que o final conseguiu ser ainda PIOR do que prevíamos? Ainda mais vexaminoso do que a “Saga do Clone” na íntegra?

Vou resumir tudo de maneira telegráfica para caber em um único parágrafo – já que sou freqüentemente acusado de verborragia quando o assunto é o Escalador de Paredes: Peter aceita a proposta de Mefisto para salvar a vida da Tia May. Tod a cronologia muda. Peter e Mary Jane nunca foram casados. Harry Osborn nunca morreu. Peter continua trabalhando como fotógrafo do Clarim. Peter continua morando com a Tia May. Ninguém no planeta se lembra de que Peter revelou sua identidade secreta durante “Guerra Civil”. Peter volta a usar os lançadores de teia clássicos, sumindo com aquela história dos poderes aumentados e dos lançadores orgânicos – ou seja, apagando também os eventos da saga “O Outro”. E surgem duas novas personagens, Lily Hollister e Carlie Cooper, possíveis interesses amorosos de Peter no futuro.

Isso mesmo. Num passe de mágica, baby (um doce para quem entender a tosca referência). Entre discussões e trocas de farpas de Joe Quesada (editor-chefe da Marvel e co-autor do arco de histórias) e J.M. Straczynski (autor original de “One More Day” e responsável por aquela bobagem de “poderes totêmicos”...que parece ter sido apagada da existência também, junto com os filhos gêmeos que Gwen Stacy teria com Norman Osborn).

Ai. Meu coração. Senti uma pontada. Bem fundo, sabe? Daquele tipo que parece dizer “se era para fazer uma MERDA e depois desfazer tudo, não era mais fácil simplesmente NÃO ter feito a merda antes?”.

Ultimate. Esta é a palavra. Ultimate. Anota aí, no seu caderninho.

Um comentário:

andrizy disse...

Olá El Cid!

Sempre passo aqui pelo seu blog, no entanto, nunca deixo um comentário. Dessa vez decidi deixar :)

Lendo a nota sobre O Hobbit... não sei, mas embora eu goste de Sam Raimi (não é um excelente cineasta, mas é bastante talentoso) não consigo imaginar o cara dirigindo O Hobbit. Gostaria muito de ver Terry Gilliam ou Peter Weir assumindo essa empreitada.

Ah! e sobre o post de melhores do ano, senti falta de alguns excelentes filmes lançados esse ano como A Supremacia Bourne, Planeta Terror, Zodíaco e o melhor produto nacional desse ano (melhor até mesmo do que Tropa de Elite) Saneamento Básico.
Não faço parte da legião de detratores do Homem Aranha. Gosto bastante do filme, também acho Hairspray bem simpático, mas não são os melhores do ano. Nos piores falta Motoqueiro Fantasma, Norbit e Todo Poderoso 2. Nas animações faltou TMNT.

Ah, sim! sem esquecer de Piratas do Caribe 3 nos piores. Notou que vários filmes estão sofrendo "a maldição do 3"?