18/07/2008

.: MÚSICA .: Colocando as audições em dia...

DANTE XXI (Sepultura): Juro que queria entender toda a chiadeira dos fãs pentelhos (que, bom, costumam ser pentelhos por natureza). Este disco traz uma das melhores performances do Derrick Green como vocalista do grupo, e a banda - que ainda trazia Igggggggor Cavalera nas baquetas - está muito mais selvagem e visceral do que no disco anterior, "Roorback". Algumas faixas são tão pesadas, rápidas e claustrofóbicas que chegam a ser ensurdecedoras, reproduzindo bem o clima infernal do inferno de Dante - que serve como ambientação para a bolacha toda. Uma paulada. Flerta com o hardcore? Flerta. E daí? Desde quando o metal ser infectado por outras vertentes sonoras é sinal de coisa ruim? Na expectativa para o álbum inspirado em "Laranja Mecânica".

BRING' EM ON (Tempestt): Então...devo dizer que gostei do disco, debut da banda que virou acompanhante oficial das passagens do Jeff Scott Soto pelo Brasil. Mas tem algo que me incomoda, e é o mesmo que me incomoda em discos anteriores do Dr.Sin - por sinal, influência obrigatória do Tempestt. Eles são, essencialmente, uma banda de hard 'n' metal, se é que dá para chamar assim. Se a proposta é esta, portanto, acho desnecessários determinados malabarismos sonoros, uns solos intermináveis para mostrar o quão bons são os instrumentistas, tornando certas canções longas demais, chegando ao ponto da chatice. Um pouco mais de crueza não faria mal a ninguém. O maior exemplo é o recente (e excelente) "Bravo", do próprio Dr.Sin. Tem lá seus pirulitos de virtuosi? Até tem. Mas tudo dentro do contexto, comedido e integrado à proposta musical, sem exageros.

Nenhum comentário: