07/08/2008

.: TELEVISÃO .: Backyardigans

Pois é, e vocês acharam que eu estava brincando. Que nada. Eu realmente levei minha jovem cria, do alto de seus quatro anos de idade, à apresentação ao vivo dos Backyardigans, realizada em terras paulistanas. A história desta peça de teatro (cuja produção, admito, é impecável, com cenários que se transformam na frente dos seus olhos e tudo mais) mistura pedaços de episódios variados, com ênfase numa aventura do tipo Idade Média que os personagens vivem na esperança de se tornarem cavaleiros.


Como a premissa dos Backyardigans é de que eles estão no seu próprio quintal vivendo aventuras, senti como se eles praticamente estivessem narrando um jogo de RPG medieval, com todas as ameaças no meio do caminho, mapas a seguir e mensagens secretas para o rei do reino vizinho. Só não estavam lá as espadas pingando sangue, os kobolds e os dragões vermelhos – porque, convenhamos, é um espetáculo infantil. Ah, é claro, e eles cantam o tempo todo. Sempre. E sempre. A música recorrente, quando os bravos cavaleiros estão correndo na floresta, não saiu da minha cabeça até agora. “Mensagem, mensagem, é muito importante!”. Damn!

Em dado momento, veio o horror: para atravessar o pântano fedido, o alce, o pingüim – que se chama Pablo, genial - e aquela criatura rosa que parece uma mistura de formiga e gafanhoto precisavam descer uma espécie de ponte de pedra. Mas força nenhuma conseguia derrubar o troço. Então, veio a “descoberta”: só o som poderia chacoalhar a ponte e abrir-lhes a passagem. “Então, nossos companheiros de viagem, gritem conosco”, solicitaram os Backyardigans à sua fiel platéia de centenas de crianças, todas gritando ao mesmo tempo. Meus ouvidos zumbiam tanto quanto na saída do show do Iron Maiden...

O ingresso foi uma paulada (todas as cadeiras da parte de trás do Credicard Hall, justamente as mais baratas, já estavam vendidas – adivinha só...) e ainda gastei com pipoca, refrigerante, táxi para sair daquele meio do nada com coisa nenhuma. Mas no final das contas, ver o sorriso da minha pequenina enquanto aqueles estranhos animais coloridos rebolavam no palco não tem preço. Pode parecer clichê de comercial da Mastercard. Tô nem aí. Ser pai é isso mesmo.

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