26/09/2008

.: CINEMA .: As muitas faces de Johnny Depp

Senhor executivo de Hollywood, se você precisa de um bom ator para um papel exótico e/ou bizarro e que, ainda assim, seja carismático o suficiente para transformar a sua produção em um blockbuster, basta ligar para o Johnny Depp e o problema está resolvido. A Disney sabe bem disso e, esta semana, anunciou nada menos do que três projetos estrelados pelo camarada da foto ao lado. O primeiro deles, é claro, é a interpretação pessoal de Depp para a vida e obra de Keith Richards, no retorno ao papel de Jack Sparrow na quarta aventura da franquia “Piratas do Caribe”. Isso já era esperado e vinha sendo alvo de infindáveis boatos ao longo dos últimos dois anos. Se derem mais espaço para o Sparrow e cada vez menos oportunidade para o Orlando Bloom abrir a boca, já vai ser excelente.

O segundo filme também era óbvio: Tim Burton vai, enfim, dirigir a sua versão para “Alice no País das Maravilhas”, influência estética óbvia em todo o seu trabalho até então, para a alegria suprema da Mari Moon. Por algum motivo, eu achava que ele já tinha até feito este filme antes. E como não existe filme de Burton sem Johnny Depp, bingo, o simpático ator foi contratado para o papel de...Chapeleiro Maluco (ah, vá!). Ou seja: aperta um pouco aqui, corta outro tanto ali e o sujeito estará praticamente em uma continuação de “A Fantástica Fábrica de Chocolates”, com direito até a aproveitar a mesma cartola. Será que o Burton vai chamar a Christina Ricci ou a Winona Ryder para o papel de Alice? Ou vai preferir a Amanda Bynes mesmo? :-)

A terceira convocação, no entanto, é surpreendente. Depp será ainda o índio Tonto, eterno parceiro do Cavaleiro Solitário – ou Lone Ranger, no original – aquele herói/pistoleiro mascarado que os tiozinhos acima de 40 anos conhecem muito bem. Aliás, vamos esclarecer uma dúvida bem comum aqui no Brasil: o Cavaleiro Solitário é que é amigo do Tonto. Por algum motivo, quando o personagem chegou ao nosso país via seriados P&B, algum gênio teve a idéia de batizá-lo como Zorro, talvez para aproveitar a fama do espadachim cucaracho. Mas, caríssimos velhotes – é, estou falando com você, baixinho de bigode sentado no fundo do fretado – não se trata do mesmo personagem. Um está no Velho Oeste ianque e o outro no meio do processo de independência da Califórnia, tal e coisa.

(Uma dúvida: se o Cavaleiro é Solitário, por que diabos ele precisa do Tonto para salvar sua pele?)

Ainda tenho o sonho de ver o Depp convocado para pelo menos dois filmes: obviamente, vê-lo como o Sandman numa adaptação da onírica obra de Neil Gaiman é coisa que todo nerd ainda quer ver um dia. E, por algum motivo, só consigo enxergar o Depp no papel de Ozzy Osbourne numa cinebiografia sobre a vida do ex-vocalista do Black Sabbath. Não tem jeito. Pra mim, ele nasceu para isso, assim como o Kiefer Sutherland pré-Jack Bauer tinha, de qualquer forma, que interpretar o James Hetfield num filme sobre a vida do Metallica. Pois é, pois é, pois é.

Um comentário:

Gabriela Martins disse...

Cara, vou te confessar que estou começando a ficar com um pouco de preguiça do Johnny Depp justamente por causa disso. Tá começando a virar uma unanimidade chata, assim como Madonna e Angelina Jolie.