03/09/2008

.: MÚSICA .: Os 50 Anos do Rei do Pop

Vamos deixar de lado todas as polêmicas, os boatos, as manchetes de tablóides, as piadinhas maldosas, as dívidas e burradas que o sujeito cometeu na última década. Quando ele completa 50 anos, a gente deve saudar o Michael Jackson artista, e não este Michael Jackson dos processos e tribunais, das muitas cirurgias plásticas e do vitiligo (ah tá, sei, sei). E se você analisar friamente as últimas décadas, vai ser praticamente impossível encontrar um fenômeno pop de carreira tão sólida e produtiva quanto o bom e velho Jacko.

Justin Timberlake, Black Eyed Peas, Britney Spears? Pfffft. Todos meros wannabes, hypes disseminados desesperadamente por uma parte meio míope da imprensa, buscando um novo rosto, um novo mito, um novo ícone para a música pop. Pelo menos até então, a discografia de Michael Jackson é imbatível. A trinca “Off The Wall” (1979), “Thriller” (1982) e “Bad” (1987) é mesmo de se tirar o chapéu, um conjunto de músicas que marcaram época, que fizeram a história da geração que hoje tem entre 30 e 40 anos (pois é, caros colegas nerds, somos todos um bando de gibinautas balzaquianos agora, é melhor vocês se acostumarem com isso).

Mesmo os dois últimos discos de sua trajetória até então, “Dangerous” (1991) e “Invincible” (2001), são uma aula para o menino Timberlake, dançantes, elétricos e deliciosos o suficiente para fazer o garotão pegar o seu “FutureSex/Love Sounds” e levar de volta para a garagem, envergonhado, de cabeça baixa. SHAME ON YOU, TIMBERLAKE!

Dá licença que eu vou ali ouvir um pouco mais de “Beat It”, porque o camarada merece. Enquanto isso, fiquem aí praticando o seu moonwalkin’.

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