23/12/2008

.: CINEMA .: Colocando os filmes nerds em dia...

O PROCURADO (Wanted): Gosto muito do trabalho do Mark Millar - mas devo ser um dos poucos que nunca foi muito com a cara do tal "Procurado", uma de suas produções mais hypadas fora do eixo Marvel-DC. Com o filme, tive a mesma sensação que se passou com "300". Jamais achei o gibi grande coisa mas, quando apareceu a versão para o cinema, me deu aquele click: agora sim o treco funcionou. Afinal, "300" é uma história que combina muito mais com a linguagem do cinema do que com a dos quadrinhos - por mais que o ego do Frank Miller não permita qualquer discordância. O mesmo vale para "O Procurado". Sai a irmandade de supervilões que exterminou todos os heróis da Terra, entra um grupo de assassinos guiados pela mão do destino. E deu mais certo. É forçado? É. E daí? Quer realidade ao invés de cenas exageradas? Vai ver documentário sobre a vida das baleias. É um blockbuster de ação, pipoca com guaraná, 2 horas de curtição sem cérebro e tá mais do que bom. Morgan Freeman faz o papel básico, aquele de sempre que você conhece muito bem. E a Angelina Jolie está linda no papel de uma bad girl muitíssimo mais tatuada - mas, com toda a sinceridade, qualquer atriz com um mínimo de sex appeal poderia interpretar a Fox (que, apenas lembrando, se parece com a Halle Berry na HQ original). Mas, aqui entre nós, e só entre nós: a revolta de Wesley Gibson em pleno ambiente corporativo deve ser o sonho de consumo de qualquer um que trabalhe em um cubículo, não?


QUANTUM OF SOLACE: Continuo concordando que o Daniel Craig foi uma excelente escolha para o papel de James Bond, trazendo uma bem-vinda humanidade para o personagem - mas, nesta seqüência direta de "Cassino Royale", o sujeito ganhou dinheiro no mole. Quantas falas ele tem nas quase duas horas de projeção: Meia dúzia, talvez? No resumo da ópera, "Quantum of Solace" tem um fiapo de roteiro - com um Bond putíssimo depois de morte de Vesper Lynd, buscando vingança a qualquer custo e tendo que ser controlado pela M antes que bote tudo a perder - apenas para sustentar cenas de ação vertiginosas e, algumas vezes, um tanto confusas (neste ponto, sou obrigado a concordar com o amigo Fanboy: às vezes é complicado identificar quem é o herói e quem é o vilão em meio a uma correria de smokings e pistolas). Não chega a ser um filme ruim. É divertido, coisa e tal. Bom. Mas está longe do charme e da sofisticação da película anterior - que é ótima.

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL: Não digam isso ao George Lucas, mas o papel da vida do Harrison Ford não é o Han Solo. De volta ao chapéu surrado e ao chicote que o consagraram, o ator fica mais do que à vontade e domina a tela, mesmo ao lado do talentoso e carismático Shia LeBeouf, novo queridinho de Hollywood. Se eu acho que a seqüência da bomba atômica é desnecessária? Acho. Se eu acho que enfiar alienígenas no meio da história é uma baita forçada de barra? Também. Dava para fazer uma boa história sem estas referências - se o Lucas pensasse durante cinco segundos e se lembrasse da excelente trama do game "Fate of Atlantis", não por acaso estrelado pelo próprio Indy. Seria um sonho nerd, um orgasmo geek. Mas como eu disse no Flixter: é um filme simpático, cativante e que não compromete o restante da franquia. Já está mais do que bom.

2 comentários:

David disse...

El Cid, a seqüência da bomba atômica é uma referência à triolgia "De Volta Para o Futuro", pois, inicialmente, a máquina do tempo seria uma geladeira e seu capacitor de fluxo seria acionado por uma explosão de bomba atômica, que levaria Marty para 1985. Era desnecessária? Talvez, mas a razão dela estar no filme é a homenagem mesmo.

Gabriela Martins disse...

Eu nem notei essa referência na cena da bomba atômica, só lembro de ter rido bastante dela na sala de cinema.

Os ETs eu tb achei pra lá de forçados. Mas como todo filme do Indiana Jones termina de um jeito não muito realista, acho que não comprometeu.