07/01/2009

.: TELEVISÃO .: Heroes – A Segunda Temporada

Aproveitei o lançamento em DVD e, numa tacada só, assisti a toda a segunda temporada da série “Heroes”, assunto sempre controverso nas rodas de discussão entre nerds. De primeira, já posso dizer que gostei mais do tom usado na primeira temporada – que era mais, digamos, super-heroístico mesmo, com um quê de humor (especialmente na figura de Hiro Nakamura e seu amigo Ando) e referências aos quadrinhos para dar e vender (“Watchmen”, alô?). Este segundo ano tem ares muito mais dramáticos, focados quase sempre nos conflitos familiares entre os protagonistas e seus progenitores – não por acaso, todos membros da diretoria da chamada “companhia”, responsável por boa parte das sacanagens vilanescas da trama – e por vezes até resvalando numa abordagem quase novelística. Tiago Santiago ficaria orgulhoso.


Além do quê, este volume também sofre do mal que acometeu a segunda temporada de “Lost” – um desnecessário acúmulo de novos personagens, fazendo com que os roteiristas (que, nesta época, estavam prestes a entrar em greve, é bom lembrar) não tivessem tempo para trabalhar cada um individualmente do jeito que deveriam. Todo mundo precisa mesmo ter superpoderes? Enquanto a história de Niki Sanders e suas múltiplas personalidades birutas foi tratada de maneira quase rasteira, fizeram questão de insistir na correria dos irmãos latinos Maya e Alejandro – um verdadeiro porre, por assim dizer. Ainda bem que o Sylar estava no meio para dar uma balanceada. E pelamordedeus, Peter Petrelli e sua boquinha torta não podem MESMO ser os protagonistas da bagaça. Não, não, não. É isso. Fim de história. Ele consegue ser uma das maiores malas da cultura pop, concorrendo de perto com a Jean Grey.

Mas eu até consegui enxergar alguns momentos interessantes. Foi boa a inclusão da graciosa e psicótica menina elétrica Elle Bishop, direto de “Veronica Mars” para o mundo de Tim Kring. Também achei deveras interessante a descoberta de Matt Parkman sobre a real extensão de seus poderes e o início de uma discussão moral sobre até onde ele pode realmente usá-los sem tornar-se um verme manipulador como seu pai. Igualmente bacana foi ver que o Dr.Mohinder Suresh se encontrou enfim balançado, sem saber qual é o lado dos “mocinhos” e qual é o dos “bandidos”. E com um dos poderes mais legais da série até então, Monica Dawson, prima do Micah, dá os primeiros passos para que pelo menos alguém do elenco se arrisque no mundo dos vigilantes uniformizados. Pombas, se o moleque de “Kick-Ass” nem precisou de superpoderes para isso, quanto tempo ia demorar até que um deles resolvesse bancar o herói dos gibis? Se eu descobrisse que tenho as habilidades destes camaradas, ia começar a desenhar meu uniforme no dia seguinte!

Terceiro volume? “Villains”. Vou me atualizando no babado e aviso vocês do que achei.

Um comentário:

Silas Chosen disse...

Isso é porque você não sabe o que fazem com o Mohinder na terceira temporada...

Três palavras: Jeff Goldblum Atlético