27/04/2009

.: MONDO NERD .: O tal do ufanismo babaca

Juro que ainda não sei por que diabos ainda me dou ao trabalho de continuar lendo fóruns e/ou comentários de leitores de sites de entretenimento. Deve ser só para passar nervoso mesmo. Tô lá no Whiplash, lendo uma notícia qualquer sobre o Angra e, por um acaso do destino, resolvo ler o que está sendo comentado logo abaixo. Como sempre, um dos haters da banda descobre que não tem mais nada para fazer e entra por lá para dizer o quanto odeia todos eles, que aquele não é o metal de verdade e blá-blá-blá. Até aí, nada demais, na época d’A ARCA já aprendi a conviver com a existência dos haters e, sinceramente, acho que eles têm total direito a expressar suas opiniões, por mais rasas que sejam. Mas o que me motivou a escrever aqui foi a defesa de um dos fãs do Angra: “Você não pode falar mal do Angra”, dizia o garoto (quer dizer, eu suponho que seja um garoto). “Afinal, é uma banda brasileira, e temos que prestigiar/apoiar o que é do nosso país”.

Ôôôôôôôôôôôôôôôôôpa, vamos pisar no freio. Mas hein?

Nem eu e nem ninguém temos qualquer obrigação de gostar desta ou daquela banda só porque são brasileiras. Eu tenho que gostar do Angra, do Sepultura, de qualquer banda de hard rock, heavy metal, pop rock, forró, tecno-brega ou música folclórica celta porque elas são boas, porque as canções me agradam. E não porque são do Brasil. Isso é de um ufanismo tão bobo e simplista que chega a me dar nos nervos. Se eu achar que o Angra é ruim, vou dizer que é ruim é ponto – eu sempre prefiro ter argumentos sólidos para dizer isso, claro, mas tudo bem, cada um com a sua opinião, é um direito constitucional.

Eu jamais diria que acho “Cidade de Deus” genial ou então que “Central do Brasil” deveria ter ganhado o Oscar que foi para “A Vida é Bela” apenas para incentivar a indústria do cinema nacional. Gabriel Bá e Fábio Moon, os gêmeos-sensação dos quadrinhos, não são bons porque nasceram aqui, mas porque são talentosos, inteligentes, fazem um trabalho com a devida profundidade e, principalmente, porque correram atrás do que queriam com persistência e força de vontade. Ser brasileiro, argentino, peruano, russo, alemão, croata ou eslovaco não faz parte da equação.

Tá na hora de pensar numa defesa melhor, não?

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