01/06/2009

.: QUADRINHOS .: Tal pai, tal filho

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que este texto contém spoilers do mundo dos gibis. Não diga que eu não avisei, você sabe bem como funciona, blá-blá-blá.

Bom, e depois de toda a confusão e polêmica envolvendo a morte de Bruce Wayne na cronologia norte-americana do Morcegão, com um profundo questionamento dos fãs aos métodos escolhidos pelo roteirista Grant Morrison, eis que se chega a uma conclusão. Ou quase. Afinal, o mistério pairou no ar nos últimos meses, quando se discutia que personagem do bat-universo assumiria o manto do Cavaleiro das Trevas. A escolha era óbvia. Mas, mesmo assim, a DC Comics tratou de fazer o seu suspense. E, como todo bom fã de quadrinhos esperava e torcia, Dick Grayson, o primeiro Robin, fez jus aos ensinamentos de seu mentor e tomou conta da bat-caverna. O Robin será ninguém menos do que Damian al Ghul, filho de Bruce Wayne com Talia al Ghul, a filha de seu arquiinimigo Ra’s.

Sejamos sinceros: se você é leitor de quadrinhos de super-heróis, sabe muito bem que não tinha outra escolha possível. Eu, por sinal, adoro desde sempre o personagem do Asa Noturna, um herói com seus 30 e poucos anos, ainda preocupado em mostrar serviço ao pai – pois, lembremos, Dick foi adotado pelo milionário Sr.Wayne – e, ao mesmo tempo, lutando para não se tornar tão paranóico quanto ele. O futuro, ainda mais sob a pena de Grant Morrison, parece promissor. Tá bom, talvez ele tenha escorregado aqui e ali na tal “Crise Final”, com trechos que apenas ele parece ter entendido. Mas ainda dou crédito a ele, por todo o histórico com o “Homem-Animal” e demais obras de qualidade – pelo menos, o sujeito não resolveu fazer um “Cavaleiro das Trevas 2”, vá. Estou bem curioso para saber como o Robin de outrora vai se sair sentindo na pele toda a loucura de seu velho (e pirado) mestre.

Os marvetes podem bem dizer aos DCnautas como é a sensação, já que Ed Brubaker vem desempenhando um papel fundamental nos roteiros do Capitão América, pós-morte de Steve Rogers na “Guerra Civil”. Foi Brubaker quem conseguiu fazer do retorno de Bucky Barnes do mundo dos mortos uma coisa muito legal – e olha que, depois de tantas burradas nos anos 90, isso era missão quase impossível.


Quando o Capitão morreu, passaram-se diversas edições sem ninguém usando o uniforme estrelado. E, diabos, as histórias eram ótimas! Um gibi do Capitão América sem o Capitão América! Não é lindo? E quando Barnes, vulgo Soldado Invernal, foi convocado a tornar-se, relutantemente, um novo Capitão América, outro acerto. Até agora, pelo menos no material publicado por aqui, vai tudo muito bem. Vejamos o que nos prepara a Marvel para a edição especial do personagem, que se aproxima – pois reza a lenda que esta será a oportunidade de trazer Steve Rogers de volta das catacumbas. Mas, sinceramente: alguém aí duvida que, quando o próximo filme do Batman estiver para estrear, não importa o tempo que demore, a DC não vai inventar um jeitinho, inteligente ou mequetrefe, de colocar Bruce Wayne sob a máscara de novo? Já sentiu um friozinho na espinha? Eu também.

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