29/06/2009

.: QUADRINHOS .: Uma nova Saga do Clone?

Sim, é verdade. Está marcada para ser lançada nos EUA em setembro. E sem essa de realidades alternativas: a idéia da editora é fazer uma nova versão da Saga do Clone dentro da cronologia oficial do Homem-Aranha. Afinal, sabe como é, o Mefisto estalou os dedos, apagou boa parte da história recente do personagem e, como ela, um dos piores momentos da história dos quadrinhos de heróis dos anos 90. Mas Ben Reilly, o Aranha Escarlate, está prestes a retornar aos holofotes. E este é o único detalhe concreto que se sabe do projeto até o momento.


Como os visitantes deste blog sabem que sou fanático leitor do Escalador de Paredes, obviamente choveram mensagens no meu e-mail comentando o fato. "Queremos contar a história como deveria ter sido contada", dizem Howard Mackie e Tom DeFalco, roteiristas envolvidos na minissérie e que, é claro, tiveram forte participação nos títulos aracnídeos de uma década atrás. "Sugeriu-se/ordenou-se enfaticamente que o arco de histórias não deveria acabar tão rápido. Aí, essa simples e organizada história - com início, meio e fim - ganhou um fim aberto", conta DeFalco, na época destituído do cargo de editor-chefe. Uma verdadeira zona de batalha tomou conta da Casa das Idéias, atingindo seu principal herói em cheio. Todo mundo colocou a mão na tal Saga do Clone, do chefão ao faxineiro, que com tantas intervenções editoriais tornou-se uma colcha de retalhos sem pé nem cabeça - de onde diabos você acha que surgiram tantos clones, o Kaine, o Aracnocida, o Judas Traveler, os Scriers e demais bizarrices? Isso sem falar na ressureição de Norman Osborn - que, na erá pós-Mefisto, não deve nem ter morrido, já que está no comando dos "Dark Avengers" surgidos depois de "Invasão Secreta". Confuso. Expliquem isso, senhores roteiristas.

Mais do que provar que a Marvel de hoje pode fazer melhor do que a Marvel dos anos 90, dando uma cara supostamente "decente" a um fracasso editorial retumbante, esta estratégia tem uma dose cavalar de marketing envolvida, como tudo que diz respeito à gestão do atual editor-chefe, Joe Quesada. Com a polêmica, ele cria visibilidade. E gera interesse dos fãs, que vão querer ler o resultado final apenas para saber se é tão ruim quanto eles pensam ou então uma surpresa. Foi assim como "Um Dia a Mais", com a morte do Capitão América (e seu retorno, conforme você pode ler alguns posts abaixo)...A curiosidade, mesma a mais mórbida, é inevitável. Como marketeiro, Quesada sabe bem o que faz. Resta saber se Mackie e DeFalco têm absoluta certeza do que estão fazendo criativamente ou se é apenas uma vingança pessoal. O que eu acho? Certos assuntos devem ser deixados onde estão. Quanto mais mexer, mais existe a possibilidade de feder. Este papo de clones já deu o que tinha que dar. Pode ser bom, admito. Ou pode ser apenas uma minissérie "esquecível". Mas também pode, e pode mesmo, ser um lixo. E aí a emenda vai ser pior do que o soneto. Uma palavra? Medo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Isso me parece uma única coisa: fala de idéias novas. A "casa das idéias" resolveu requentar algo que ninguém gostou, e espera que um "novo molho" salve um angu horroroso. A saga do clone deveria ficar onde está, no limbo. A Marvel deveria se preocupar em trazer um clime de suspense às histórias do Aranha, que vivem um momento "leve" demais depois da "solução Mefisto". Mas deixem Ben Reilly e cia mortinhos, por favor...