11/07/2009

.: MÚSICA .: Eu e o rock, no Dia Mundial do Rock

Elvis Presley pode ser o Rei do Rock. Mas eu sempre achei o Jerry Lee Lewis mais estiloso.

Eu gosto dos Beatles. Mas, se tiver que escolher, fico com os Rolling Stones. Ou com o The Who.

Detesto os Sex Pistols. Banda punk mesmo são os Ramones - e, claro, o The Clash, que vai bem além dos três acordes básicos do estilo.

Entre Led Zeppelin e Black Sabbath, fico com o Sabbath. Mas entre Sabbath e Deep Purple, escolho o Purple.

E por falar em Sabbath: com mil respeitos ao Ozzy, mas sou bem mais o Dio no vocal.

Nada de Pink Floyd ou Yes. Banda progressiva, pra mim, é o Genesis. E com o Phil Collins no vocal, assim, bem pop mesmo.

Até que eu gosto do estilo mezzo blueseiro do Steve Vai, que me agrada bem mais do que o professor Satriani.

Mas o Malmsteen? Nem pensar. A pegada mais agressiva e visceral de Randy Rhoads, Zakk Wylde e do finado Dimebag Darrell fazem bem mais minha cabeça.

Isso sem falar, conforme Rob Gordon bem lembrou na outra encarnação deste blog, da divina trindade Iommi/Page/Blackmore - o último é um saco, mas toca muito.

Por mais que eu adore o Rob Halford, ainda sou mais o Iron Maiden do que o Judas Priest.

E Iron Maiden só é Iron Maiden de verdade com o Bruce nos vocais. Ouviram bem, Di'anno e Bayley?

Metal alemão é sempre bem-vindo, tipo pizza de mussarela. Que o digam o Blind Guardian e o Edguy, só para citar as minhas duas favoritas.

Falando no Edguy, Tobias Sammet é um dos caras que mais tenho ouvido nos últimos anos, verdadeiro hitmaker do heavy metal.

Helloween é sempre Helloween. Mas com o mestre Michael Kiske nos vocais. Mal aí, Andi Deris.

E que Roy Khan e Jorn Lande continuem cantando assim para sempre. Amém.

Kiss é puro espetáculo. E isso deveria ser um defeito em que ponto, exatamente?

Radiohead come Oasis e Coldplay com farinha. Até gosto do Blur. Mas não tem para mais ninguém quando o assunto é rock britânico.

System of a Down não é new (ou nu) metal. É um som lindo e inclassificável, assim como o são Faith No More, Cake e os mexicanos do Molotov. É só rock e pronto.

O Metallica ainda é minha banda favorita dos thrashers da Bay Area. Por mais que eu dissesse que preferia o Megadeth só para encher o saco do Zé.

Sim, gosto do Metallica mesmo com o mala do Lars Ulrich. Chorei pelo Napster. Mas "Master of Puppets" é "Master of Puppets".

Anthrax é outra que me faz chacoalhar os poucos cabelos. Mas, diferente da maioria, acho que o John Bush era mais porrada do que o Belladonna, aquele mala.

Sim, os "Airheads" estavam certos. Na briga com o Van Halen, fico do lado do David Lee Roth.

Mötley Crüe é mesmo a grande banda da Sunset Strip, por mais que o Poison fique doído. E eu gosto do Poison, viu.

Adoro metal farofa, com suas performances e gritinhos, que me levou imediatamente a gostar de metal melódico. Fazer o quê, né?

Mas, por mais que não seja fã de metal extremo, adoro Pantera. E, dos recentes, gosto do Amon Amarth. E um tantinho do Dimmu Borgir, vá.

E o pai dos farofas vai continuar sendo o David Coverdale, para todo o sempre.

E o Motörhead e o AC/DC parecem ficar cada vez melhores com o tempo, tá louco.

Tenho o maior bode do Nirvana. Se quero ouvir grunge, vou de Pearl Jam, de Soundgarden ou de Stone Temple Pilots (sim, eu sei que eles vieram depois, blábláblá).

Bandas indie? The Fratellis, Snow Patrol e, claro, tudo que o Jack White faz (vai ter banda assim lá longe). O resto me soa sempre muito parecido.

The Strokes? Só um bando de sujeitos milimetricamente arrumados para parecerem roqueiros sujos e maloqueiros.

Libertines? Eu vi ao vivo. Sei bem o que esperar deles. Ou seja: nada.

Nos últimos anos, bandas novas que me chamaram a atenção foram o Wolfmother, o Airbourne e o Gotthard. Tudo hard rock com gosto de anos 70.

No Brasil? Titãs fazem uma falta, sabe? Aqueles Titãs do "Cabeça Dinossauro", que detonavam qualquer Paralamas ou Barão Vermelho.

Legião Urbana? Me dá até náuseas, cruzes. Cazuza era um poeta roqueiro muito mais desafiador do que o Renato Russo.

Minha tríade de bandas nacionais favoritas, no entanto, continua sendo Velhas Virgens, Camisa de Vênus e Ultraje a Rigor.

Nada de NX Zero, Fresno ou Pitty. Se vamos falar de rock nacional na última década, vamos falar do Matanza, faz favor.

Eu gosto do Andre Matos. Seja no Viper, no Angra, no Sha(a)man ou em carreira-solo. Falei. Pronto.

Não costumo ouvir muito Sepultura em casa ou no MP3 player. Mas um show deles é uma experiência imperdível.

Rock não é só coisa de macho. Perguntem para as garotas do Girlschool, para a Beth Ditto ou para a Angela Gossow. Paulada, filho.

4 comentários:

Sandro Ribeiro disse...

E aí, Thiago! Beleza?
Já que você mencionou o Grunge, o que acha do Alice In Chains, que tá pra lançar um álbum com o novo vocalista ainda este ano?
Abraço!
Sandro

Thiago "El Cid" Cardim disse...

Gosto pacas do Alice in Chains, bem lembrado. Embora, precise confessar: durante anos achei que "Man in The Box" não era deles, mas sim do Faith No More! :-)

Vander disse...

Pô. Beatles é bem melhor do que Rolling Stones, vá.

Ritchie Blackmore disse...

Mas hein?