25/08/2009

.: QUADRINHOS .: Uma nova origem para o Super-Homem. De novo.

"Ninguém aguenta mais assistir à origem do Superman", disse recentemente o cineasta James McTeigue, de "V de Vingança" - parceiro frequente dos mesmos irmãos Wachowski que, segundo a boataria, devem assumir a franquia do Homem de Aço nos cinemas (seria isso um sinal?). Segundo ele, caso pudesse ter em mãos a oportunidade de fazer um filme sobre o último filho de Krypton, optaria por uma visão mais "sombria". McTeigue, meu velho. Apesar de ter gostado bastante da interpretação de Bryan Singer, reverência escancarada ao filme inaugural de Richard Donner, também acredito que agora é a hora de seguir em frente, de entrar mais de cabeça no universo do personagem. Não sei se "sombrio" é bem o caminho, já que ele não é o Batman.


Parte integrante da nossa cultura pop, o Super já teve suas raízes tantas vezes contadas e recontadas que todo mundo está mais careca do que o Lex Luthor de saber como ele surgiu (piada infame e velha, mas inevitável). Até quem não lê gibis sabe dizer. Imagine, então, quando se trata do mundo dos quadrinhos. Aí o negócio encrespa de vez. Porque, se os autores de quadrinhos já têm especial predileção por revisitar as origens clássicas dos super-heróis, dando a elas sua marca pessoal, parece que a galera ama de paixão botar o dedinho nos primeiros anos da vida de Clark Kent/Kal-El.

Lá em 1938, quando Jerry Siegel e Joe Shuster criaram o seu "Homem do Amanhã", mal podiam imaginar que nomes como John Byrne (The Man of Steel) ou Mark Waid (Birthright) teriam suas próprias idéias para a mitologia do Azulão. E isso só para citar dois casos dos mais emblemáticos na cronologia oficial, sem entrar no mérito do (brilhante) trabalho que Grant Morrison fez na cronologia alternativa de "All-Star Superman", por exemplo. Não que ambos sejam ruins - aliás, longe disso. A desconstrução que Byrne fez, por exemplo, é memorável, excelente exemplo de como se pode escrever o herói sem cair nos clichês babacas. E Waid fez uma atualizada e louvável visão século XXI do super-herói mais conhecido do planeta. Mas será que precisamos de mais uma origem definitiva? Outra?

Perguntem isso ao argumentista Geoff Johns e ao desenhista Gary Frank, responsáveis pela série "Superman: Secret Origin". Com início previsto para setembro, a mini em seis edições mensais promete não apagar o que foi escrito anteriormente em termos de origem. Mas, para quem acompanha "Smallville", boas notícias: assim como em "Birthright", Clark conhece Lex Luthor ainda na adolescência. Mordam-se de raiva, fãs puristas.

Olha, sei não. Mas acho que tem muita gente por aí agradecendo aos céus pela decisão judicial que, há algumas semanas, reverteu parte dos direitos autorais sobre alguns aspectos da origem do Escoteiro Azul às herdeiras de Jerry Siegel, como parte de uma batalha que se estende por décadas nos tribunais. Talvez fique melhor assim.

Um comentário:

General Zod disse...

Kneel before Zod, son of Jor-El!