06/11/2009

.: QUADRINHOS .: 100 Balas

Como bom fã de HQs, finalmente corrigi um erro fatal e li as primeiras edições de 100 Balas, premiada série da linha Vertigo escrita por Brian Azzarello e com desenhos de Eduardo Risso. Depois de ouvir tantos elogios e de perfis tão diferentes de amigos, resolvi arriscar. E dei uma bola mais do que dentro.


A premissa inicial é muito boa: um sujeito que se apresenta como Agente Graves encontra o protagonista de cada capítulo sempre no meio de uma situação inusitada, envolvido com um erro terrível. Ele então oferece uma maleta com uma arma e 100 balas - além de uma fotografia da pessoa que teria sido responsável por colocá-lo no meio daquele pepino e provas de que a história não é bem o que se imaginava a princípio. As balas não podem ser rastreadas e o Agente Graves garante que, enquanto estiver utilizando a arma, aquela pessoa não poderá envolvida em qualquer investigação oficial. Total liberdade de ação. Sem prêmios ou punições, tudo que o Agente Graves oferece é a satisfação pessoal de poder fazer justiça com as próprias mãos.

Misturando um quê do cinema noir com as clássicas HQs pulp do gênero policial, o que Azzarello e Risso apresentam é um realismo sombrio e violento, sem papas na língua. Eles retratam pessoas reais, em bares, subúrbios e vielas bem reias, em dramáticas situações reais ao extremo, sem qualquer tipo de julgamento entre o que é certo ou errado. Sem heróis nem vilões, apenas pessoas comuns. Misture a isso uma pitadinha de humor negro e você tem um tempero que te faz querer devorar o gibi página a página, do início ao fim.

Sei lá por que catso eu nunca tinha lido "100 Balas" antes. Mas agora não quero mais parar.

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