06/01/2010

.: CINEMA .: Eu e Crepúsculo, Crepúsculo e Eu

Tá bom, admito: dia destes, num hotel fora de casa, deitadão e preparado para dormir, bingo - estava passando "Crepúsculo" no Telecine. Então eu disse: "ok, é hora de assistir". Como diabos alguém pode sacanear tanto uma obra sem nem sequer ter tido a dignidade de ver pelo menos um pedaço? Acabou que eu vi o filme quase inteiro. É um fenômeno pop que eu simplesmente não podia mais ignorar. Como eu sei que não vou ter o mínimo saco para ler os livros originais, que o primeiro filme me desse logo uma amostra do que esperar dos dentuços de Stephanie Meyer.


O que aconteceu? Minha opinião não mudou em nada. Na verdade, só piorou. E como sei que tem fãs de "Crepúsculo" rondando este blog (vide os comentários na lista dos filmes sobre vampiros), prometo tentar ser o mais sutil para vocês, meninos e meninas: o filme é uma bosta. Droga, eu queria escrever "uma bomba", mas acabou saindo isso mesmo.
Que a trama já não funcionava como história de vampiros, era bem óbvio. Mas os fãs exaltados tentaram proteger "Crepúsculo" a todo custo, dizendo que os vampiros foram apenas uma alegoria que a autora encontrou para encontrar uma história de amor, que não é um filme de terror/suspense e tampouco comparável à "Drácula" e afins. Tá bom, juro que levei isso em consideração. E ficou claro pra mim que, como história de amor, "Crepúsculo" também é uma porcaria. Mesmo que seja para considerar uma história de amor de um filme teen. Não interessa. Continua sendo muito, mas muito ruim. É um amor óbvio, babaca, cheio de clichês e frases feitas. Se os adolescentes crescerem pensando que este tipo de idiotice é amor, temos um problema à vista. Saudades de John Hughes.

Como se não bastasse tudo isso, ainda tem o problema do casal principal de atores, que tem carisma individual nulo e química conjunta zero. Não existe paixão naqueles dois. O olhar de ambos é gélido, petrificado, posado para cenas que vão ficar bonitas nos pôsteres das revistas.

E eu prometi que não ia falar sobre isso, mas não dá: o catso do vampiro brilha sob a luz do dia! Ele brilha! Como assim? Como diz o amigo-irmão Paulo Martini: "Ele brilha, mora na floresta e não chupa o sangue de ninguém. Ele é praticamente uma fada". Depois de assistir ao filme, juro que não poderia concordar mais.

6 comentários:

Paulo Torres disse...

Vá lá, a Kristen Stewart até que mostra um pouquinho de carisma no Adventureland (ou "Férias Frustradas de Verão", conforme tradução brasileira) - aquele filme do mesmo diretor de Superbad, só que menos legal.

Sandro Ribeiro disse...

Li, acho que na SCI-FI, uma matéria sobre uma onda de histórias sobre "vampiro namorado", em que esse filmeco se enquadraria e justificaria em partes o fenômeno. Se é pra contar histórias de vampiros que têm romances com humanos, fico com a série "True Blood", do criador da ótima "A Sete Palmos".

xDanix disse...

O vampiro vira purpurina no sol. Parei por aí.

vitor disse...

uma das piores coisas da década! muita boiolagem!

RicardolbSdA disse...

o que?! crepusculo é tudoooooo!
é simplesmente cool, demais 1 milhão de vezes melhor que...
certo, podemos parar com ironia,
acho que é comum surgir um fenomeno pop como esse, o publico é justamente o adolescente/feminino, logo será comum algum nerd como eu fazer piadas infames sobre a série.
tudo nos conformes.

Anônimo disse...

Eles podiam ter continuado o namoro.....ela fornece o absorvente mensalmente e ele continua um vampiro legal.....