22/03/2010

.: CINEMA .: E eu andei vendo alguns filmes...

A PRINCESA E O SAPO: Acho injusto que este filme seja lembrado como "o primeiro filme da Disney com uma princesa negra". É pouco, muito pouco. Estamos falando do retorno do estúdio à animação tradicional depois de anos focado em animação computadorizada, o que já é um passo importante. E uma animação tradicional de responsa, feita com um requinte como não se via há muito na casa de titio Walt - basta notar as expressões faciais da mimada Charlotte, por exemplo. Mas tem mais, ainda. É um filme divertido de fato, com personagens carismáticos e que realmente te prendem à história, herança nítida da relação da Disney com a Pixar (graças a Odin!). E com um vilão, enfim, digno da tradição de vilões que a galeria da Disney sempre cultivou com orgulho. E que, apesar das atuais pratas da casa da Disney serem aquelas pragas teens como Jonas Brothers, Hannah Montana e High School Musical, é ambientado em Nova Orleans e com uma trilha sonora de blues e jazz. Blues e jazz, cara! Sim, é exatamente isso que quero que a minha filha ouça! Basta colocar um jacaré gorducho de nome Louis tocando trompete loucamente e está tudo certo. Yeah!

O FIM DA ESCURIDÃO: Pô, Mel Gibson. Eu gosto de você. Sério. Sempre te achei um cara legal, mesmo quando você enche a cara de birita e sai por aí falando bobagens sobre as pessoas que mais te deram dinheiro em Hollywood. Mas não precisava fazer este filme, vá. Nem vou entrar no mérito da surrada história "filha de papai policial durão é assassinada e ele vai fazer de tudo para desvendar conspiração do governo na qual ela estava envolvida". Mas a trama tem tantos buracos, e tão óbvios, que dá até dó. O coitado do Mel Gibson está com a mesmíssima cara o filme inteiro. E pra piorar, a trama tem uma série de barrigas - aqueles vales de marasmo supremo entre poucos picos verdadeiros de ação. Uma sucessão de bocejos. O mais estranho é que se trata de um filme dirigido pelo Martin Campbell, que é um bom diretor, do tipo que sabe dar ritmo a filmes de ação. Continuo botando uma fé nele para a transposição cinematográfica do Lanterna Verde. Só não boto muita fé no que o Mel Gibson fará a seguir.

O SEQUESTRO DO METRÔ 123: Tony Scott não é nenhum primor de diretor. Isso a gente sabe. Tá bom, ele dirigiu o ótimo "Fome de Viver", com o David Bowie. Mas na última década, veio alternando mais momentos ruins do que bons ("Domino", alguém?). Nem de longe ele é tão talentoso quanto o irmão Ridley. Mas aqui ele deu uma bela bola dentro, é preciso admitir. É um filme com ótimo ritmo e uma edição pra lá de acertada, que ajuda a conduzir o clima de tensão, que ajuda a ir construindo a situação desde os primeiros minutos de projeção. Denzel Washington, astro que Scott parece amar de paixão, está bem, sem comprometer. E John Travolta, como vilão, também não está tão mal - embora ele se permita alguns exageros de pura canastrice que a gente até perdoa, tudo bem. O caso é que, apesar da história estar longe de ser nova e surpreendente (um determinado detalhe final a gente mata muito antes dos investigadores do filme sequer considerarem a hipótese), ela vai que vai, com a dose certa de adrenalina, do jeitinho que a gente esperaria ao ver o trailer. E já está mais do que bom.

Um comentário:

Silas Chosen disse...

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