08/03/2010

.: CINEMA .: Meus breves comentários sobre o Oscar 2010

- A cerimônia não poderia começar de maneira mais apropriada, com Christoph Waltz garantindo a vitória como "melhor ator coadjuvante" por sua brilhante atuação em "Bastardos Inglórios". Era o prêmio pelo qual eu torcia mais. Já ganhei o dia. Mesmo sabendo que ia ter míseras três horas de sono.


- Tava na cara que o "Up - Altas Aventuras" ia faturar a estatueta de "melhor animação". Mas eu comemorei mesmo assim. ESQUILO!!!!!!! E o Giacchino também não ficou para trás. O cara é gênio, concordo com o amigo-irmão Paulo Martini.

- Dentre os apresentadores, amei o dueto entre Tina Fey e Robert Downey Jr., sacaneando a tumultuada reação entre atores e roteiristas.

- Preciso confessar: chorei escondidinho (estava trabalhando em um evento, de terno e gravata e tudo, rapaz!) quando vi a homenagem ao John Hughes. Mexeu comigo, de verdade.

- Adorei a homenagem aos filmes de horror. Mea culpa da Academia, que ignora o gênero. Mas quem adora este tipo de produção, como eu, deve ter vibrado. Quem diria que Freddy Krueger e Jason Vorhees estariam um dia no telão do Oscar.

- Caraca, e não é que Jeff Bridges também ganhou? The Dude, man! THE DUDE! Até eu me emocionei com toda a emoção incontida do camarada em pleno palco. DUDE!

- Dá pra acreditar que a Sandra Bullock, a mesma Sandra Bullock que é a rainha das comédias românticas, ganhou um Oscar de "melhor atriz"? A Sandra Bullock, meu! Quem é a próxima? A Meg Ryan?

- Representativo, por sinal, Sandra Bullock ter ganhado no mesmo ano também o Framboesa de Ouro como pior atriz - por outro filme, é claro. Como ela mesma disse, ajuda a colocar as coisas numa balança e a enxergar tudo sob uma nova perspectiva.

- Como o mundo dá voltas. Nem em meus sonhos mais loucos eu imaginaria ver a diretora de "Caçadores de Emoções" (é, aquele mesmo, com o Keanu Reeves e o Patrick Swayze) ganhando um Oscar e ainda entrando para a história como a primeira mulher a vencer na categoria de "melhor diretor". Policiais surfistas. Pense nisso.

- E sobre "Avatar" ter levado só três prêmios de categorias técnicas, incluindo o esperado "efeitos visuais": achei bem justo. "Avatar" inaugura uma nova forma de se enxergar a indústria cinematográfica e acho justo enxergá-lo como histórico neste sentido, como uma película que dita novos rumos a partir de agora. Mas vamos combinar: "Avatar" é muito mais uma experiência cinematográfica, para mostrar o que é possível fazer com esta nova tecnologia, do que propriamente um filme. Não tem, nem de longe, uma história ou mesmo atuações de destaque como "Bastardos Inglórios", "Guerra ao Terror" e até "Up", todos muito mais filmes do que "Avatar". Porque, na minha singela opinião, o que faz com que um filme possa ser considerado o melhor do ano não são toneladas de efeitos especiais ou milhões de dólares em produção. Mas sim uma história marcante, devidamente pontuada por um elenco que se entrega de verdade. Às vezes, parece até que a gente se esquece disso.

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