14/03/2010

.: MÚSICA .: Guns 'n Roses

Alguns amigos me procuraram esta semana achando estranho o fato de que eu, que estive cobrindo seqüencialmente alguns dos mais importantes shows internacionais de rock no Brasil nos últimos meses (Kiss, AC/DC, Faith no More, Twisted Sister, Metallica), não estaria presente à apresentação do Guns 'n Roses aqui em São Paulo. Qual seria o motivo de ter "pulado" a performance de Axl e sua patota? Na verdade, digamos que eu acabei "passando a vez". Não entrei na disputa pela chance de cobrir o show, pela oportunidade de solicitar a credencial em nome do Whiplash - site para o qual colaboro sempre que consigo. Achei mais justo com outros colegas redatores que tivessem mais tesão pelo grupo. Pois é. Nunca fui assim tão fã do Guns. Pasmem. Na verdade, levei em consideração alguns fatos:


- Já vi este Guns 'n Roses que outrora chamei jocosamente de cover durante o Rock in Rio 3, em 2001. Não era rigorosamente a mesma formação, que já mudou bastante de lá pra cá, mas era essencialmente "a banda de Axl Rose". O show foi bacana, até, preciso admitir. Legal ver todos aqueles clássicos, "Paradise City", "Welcome to the Jungle". Mas teria me marcado muito mais se Axl estivesse ali dividindo o palco com Slash, Duff, Izzy, Adler e cia. Hoje em dia, Axl é o Guns 'n Roses. Ponto. É o dono da bola, assim como Dave Mustaine é com o Megadeth e David Coverdale é com o Whitesnake. Não tenho como reclamar ou contestar. Mas isso não quer dizer que eu seja obrigado a gostar do resultado final.

- Para cada clássico apresentado no palco, eu teria que aturar uma daquelas canções pentelhas do "Chinese Democracy". O disco é bastante irregular, pouco coeso e com pouquíssimos pontos altos. Demorou muito para ficar pronto e não correspondeu em nada à toda a expectativa que se criou ao seu redor.

- Em se tratando de bandas de hard rock de Los Angeles, sempre preferi o Mötley Crüe. Muito mais aquele show curtinho do Vince Neil do que duas horas de Guns 'n Roses. Desculpa aê.

- Aliás, eu preferia muito mais ver o show de abertura, do Sebastian Bach, do que efetivamente a atração principal. Sempre gostei do Bach, dentro ou fora do Skid Row. O mais recente disco solo dele, "Angel Down", é bom pacas. E a voz do cara ressitiu muito melhor ao tempo que a do próprio Axl. Desculpa âe - parte 2.

Um comentário:

babiarruda disse...

O Sebastian é muito foda. Sem mais.