27/03/2010

.: QUADRINHOS .: Dick Giordano

Neste sábado, dia 27, o mundo dos quadrinhos de heróis ficou mais triste. Faleceu, aos 77 anos, Dick Giordano, um dos quadrinistas cuja assinatura ficou mais marcada na chamada "Era de Prata", lá na década de 60, quando heróis ainda eram heróis e vilões ainda eram vilões.


Editor-chefe da finada Charlton Comics, esteve à frente da criação de personagens como o novo Besouro Azul (Ted Kord) e o Capitão Átomo, que anos mais tarde se tornariam parte do panteão de estrelas da DC Comics. Contratado pelo igualmente genial Carmine Infantino em 67, editou na DC gibis como o elogiadíssimo "Deadman" e iniciou uma parceria longeva com Neal Adams, trabalhando na arte-final de títulos como "Batman" e "Lanterna Verde/Arqueiro Verde".

Depois de uma breve saída, retornaria à editora nos anos 80, assumindo o cargo de vice-presidente e editor executivo em 83. Nem é preciso dizer, portanto, o que aconteceu sob sua gestão. Que tal a limpeza na cronologia DC com "Crise nas Infinitas Terras"? E "Watchmen"? Ou "O Cavaleiro das Trevas"? Estamos falando ainda do cara que ajudou a trazer para os EUA escritores britânicos como Alan Moore e Neil Gaiman e plantou as sementes para o nascimento do selo Vertigo. Tá bom pra você?

Desde 93, vivia em regime de semi-aposentadoria, fazendo artes-finais para títulos como "Modesty Blaise" e até arriscando fundar a hoje encerrada Future Comics ao lado de Bob Layton e David Michelinie.

Giordano se foi.
Mas seu legado permanece. Cada vez mais vivo.

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