17/05/2010

.: QUADRINHOS .: Frank Frazetta

No último dia 10, o universo dos quadrinhos ficou menos épico - porque, aos 82 anos, faleceu o icônico pintor Frank Frazetta. Desde a década de 60, o artista vinha deixando sua marca na Nona Arte ao trabalhar como ninguém temas de fantasia medieval, terror e ficção científica. Um personagem recorrente em sua obra era este sujeitinho nada simpático na ilustração acima, o Death Dealer, que até ganhou um série em HQs e há pouco tempo vinha sendo cogitado para ganhar um filme, inclusive. Mas Frazetta também associou sua assinatura inconfundível às mais sensuais imagens de Vampirella e às capas mais impetuosas de livros de Conan, o Bárbaro (que o tornaram famoso, inclusive) e de Tarzan.


Suas cenas de batalha, por sinal, eram quase sempre estreladas por mulheres de curvas voluptuosas e homens fortões com espadas e machados em punho. Justamente por isso, além dos quadrinhos, o pintor também teve forte influência em toda a estética do heavy metal/hard rock. Seus trabalhos foram parar nas capas de discos de bandas como Nazareth ("Expect No Mercy") e dos rapazes australianos do Wolfmother. E isso sem falar na influência óbvia que o guerreiro sem rosto que estampa há décadas os discos do Manowar teve diretamente de Frazetta.

Há quem diga que Frazetta, um italiano bonitão que cuidava do corpo tanto quanto seus próprios personagens, enfim adentrou o Valhalla. Eu não ousaria questionar.

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