28/06/2010

.: FRASE DA SEMANA .: Michael Kiske

"Eu fui bastante áspero com a cena metal durante algum tempo e bastante irritado sobre isso, porque eu não conseguia lidar com certas coisas da cena, e isso pode ter feito com que eu fosse um pouco injusto ocasionalmente, mas isso não durou muito tempo. E encontrar vários de vocês, fãs, agora de novo me ajudou a ajustar-me ainda mais. Eu não odeio todo o Metal, eu apenas odeio ideologias erradas moralmente que estão circulando dentro da cena metal e eu não aceito nenhum tipo de escravização da arte. Mas eu ainda gosto de rock, sim, até mesmo alguns de meus discos favoritos de metal da minha juventude, porque a maioria deles são simplesmente grandes discos de rock.

Em muitas maneiras a música não foi exatamente o problema. Meu problema foi, é e sempre será a doença satânica que é comum na cena. Eu não tenho NENHUM entendimento quanto à glorificação da inumanidade e da falta de coração e mentalidades fascistas. Eu acredito em humanos de bom coração, amor e entendimento, e aquela música livre e honesta é a única lei para uma cultura musical verdadeira e saudável. Eu sempre falarei o que estiver na minha mente. Minhas convicções artísticas, morais e espirituais não mudaram nenhum pouco, mas eu estou mais relaxado agora e se eu fui longe demais no passado eu sinto muito, eu não quero ser injusto de forma alguma"

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Tá bom, foi bem mais do que uma frase. Mas achei que valia mesmo o registro. E não apenas porque se trata de um dos meus vocalistas favoritos. Vejamos: Kiske poderia estar mesmo com os bolsos cheios de dinheiro. Saiu do Helloween depois dos problemas com Weikath e podia ter se metido em alguma bandinha genérica de metal melódico e ter ficado de boca fechada. Estava resolvido. Mas não foi isso que ele fez. Concordemos ou não com a opinião dele, Kiske sempre fez questão de deixar claro o que acha. E sempre foi íntegro e coerente com esta posição. Participou de uma cacetada de discos de metal? Participou. Mas todos eles eram de bandas e/ou projetos que faziam todo o sentido com relação a tudo que Kiske sempre defendeu. Por que diabos ele trabalhou tanto com Tobias Sammet nos últimos anos? Porque Sammet é herdeiro direto da geração Happy Helloween, é um cara que sabe rir de si mesmo, que sabe se divertir, que não é um black-metaller malvadão...e digo isso com todo o respeito aos black-metallers malvadões. Mas não era o que Kiske queria para ele, simples assim.

Quem ouviu os discos-solo do cara, em especial os mais recentes, sabe bem que eles são uma amostra clara e evidente de um artista que, antes de qualquer coisa, defende a liberdade artística. "Não, eu não tenho que gravar heavy metal. Eu gravo o que eu estiver com vontade de gravar". Foi lá e fez um disco acústico lindíssimo e emocionante. Agora, com o Unisonic, banda surgida basicamente nos estúdios de gravação do Place Vendome, ele retoma a veia roqueira depois de anos afastado. E sobe novamente aos palcos depois de 17 anos sem pisar neles. A voz ainda está aquém do que se esperava do sujeito? Mas é claro que sim. Precisa treinar de novo. Nada, no entanto, que mais e mais aparições ao vivo não resolvam. E tomara que ele resolva deixar o medo de avião de lado e dar uma voltinha pelas Américas. Kiske está de volta. Longa vida ao cara que, como os amigos do Delfos sempre dizem, é o rouxinol do metal. Eu não poderia concordar mais.

Um comentário:

Silas Chosen disse...

E é irmão.

Oh yeah.