04/11/2010

.: MÚSICA .: Foreigner

Desde que comecei a escrever sobre música, passei a me obrigar a deixar determinados preconceitos bobos de lado e abrir a cabeça (e os ouvidos) para todos os tipos de sonoridades, quase como uma espécie de provocação aos meus próprios limites, sabe? Tá bom, pode parecer paradoxal vindo do cara que defende que as pessoas tenham o direito de "não ouvir e não gostar". Mas, para enriquecer minha cultura musical, para ampliar meu espectro de referências, é sempre bom conhecer músicas novas, de todos os gêneros - venham elas de bandas sobre as quais nunca ouvi falar, de bandas que todo mundo fala mas eu nunca ouvi ou mesmo de bandas que eu já conheço há tempos.

Eu tenho, é claro, o direito de achar tudo uma porcaria. Porque aí entra aquela dose considerável de gosto pessoal - que acho bastante saudável, aliás, pois torna o texto muito mais particular e apaixonado. Mas desafiar os ouvidos continua sendo um exercício bastante interessante, porque me traz ótimas surpresas. E outras nem tanto, como era de se esperar.

Recentemente, resolvi ampliar o meu conhecimento sobre a banda anglo-americana Foreigner. Preciso admitir que, fora uma ou outra canção mais hard rock, o pouco que eu conhecia deles se resumia à trinca de baladas "Waiting for a Girl Like You", "I Want to Know What Love Is" (damn you, Mariah Carey!) e "I Don't Want to Live Without You". Eu sei, pecado imperdoável para quem curte classic rock. Mas quando me aprofundei na produção fonográfica destes camaradas, foi amor à primeira vista.

Ouvir a versão ao vivo de "Hot Blooded", intensa e explosiva, ajuda a apagar qualquer estereótipo de que Mick Jones e seus comparsas sejam apenas uma banda pop de canções doces e fofinhas. Há! O que dizer de "Cold As Ice", "Head Games", "Juke Box Hero", "Soul Doctor", "Dirty White Boy"? Só petardo. E dos bons. Excelente banda, com ótimos ecos de Queen...e que entrou de vez para o setlist do meu MP3 player.

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