04/11/2010

.: QUADRINHOS .: (SPOILER!!!!) Enquanto isso, em Gotham City...

...o genial Grant Morrison apresenta, na recém-lançada "Batman & Robin 16" (que acaba de chegar às bancas da terra do Tio Sam), uma virada do tipo bombástica, que promete chacoalhar as estruturas do bat-universo. Como o título deste post bem avisa, estou falando de um spoiler daqueles bem grandes, do tipo que ocupa duas poltronas na classe econômica do busão de São Paulo para Santos. Depois, não diga que eu não avisei.

VAMOS LÁ!

Sabe o Bruce Wayne? Aquele que tinha morrido e acaba de voltar da terra dos pés juntos? Então. Aproveitando o fato de que a população de Gotham City ficou cabreira com o mistério acerca de sua breve existência como defunto, Wayne resolve matar dois morcegos com uma cajadada só - limpando ainda seu nome diante de uma campanha difamatória promovida por um certo Mr.Hurt (não pergunte). O milionário convoca uma coletiva de imprensa. E abre a boca. Não, ele não conta que é o Batman. Mas conta que é o financiador do Morcegão. Sim. Wayne sai do armário como o investidor secreto por trás das ações do Cavaleiro das Trevas. "Como alguém como Batman consegue ter tecnologia de combate ao crime sempre atualizada? De onde vem o dinheiro? A resposta: de mim". Sim, um milionário cujos pais foram assassinados por criminosos financia as bat-traquitanas do principal combatente do crime de sua cidade. Não lhe parece óbvio?

É algo muito simples, se formos pensar em termos de roteiro. Mas, diabos, é algo tão absolutamente surpreendente, se pensarmos na mitologia do personagem estabelecida desde 1939, que a DC deveria ser processada caso resolva, daqui a alguns anos, mudar esta trama e deixar tudo como era antes. Seria um crime. É uma sacada no mínimo brilhante.

Esta é a forma de Morrison lançar a nova fase do herói, representada especialmente pelo novo título "Batman Incorporated" - que revela uma verdadeira multinacional de combate ao crime financiando as ações de justiceiros mascarados em todo o planeta. Ou, como o próprio Morrison explica, em entrevista à agência de notícias Associated Press, "um exército global e internacional de Batmen. (...) A marca Batman chega a regiões onde nunca esteve”.

É por estas e por outras que, apesar de suas pirações, vale a pena manter um sujeito como Morrison à frente de um título como "Batman". Porque, vamos combinar: há muito tempo eu não tinha vontade de ler os gibis da cronologia regular do Morcego como estou tendo agora...

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