30/11/2010

.: QUADRINHOS .: Um aracnídeo na Broadway

Tá bom, já é notícia (e piada) pública que a pré-estreia do último final de semana da peça “Spider-Man: Turn Off the Dark”, adaptação das aventuras do Escalador de Paredes para um musical da Broadway, teve uma série de problemas – com truques de voo que deram errado e atores que ficaram pendurados por cabos sobre a plateia. Natalie Mendoza, que interpreta a aranha radioativa que dá poderes a Peter Parker (Questão: por que raios criaram uma personagem para a aranha que morde o personagem? Só perguntando...) chegou a ficar suspensa por sete minutos depois do final de seu número, até que alguém a tivesse vindo resgatar.

Com orçamento de cerca de US$ 65 milhões, estamos falando da produção mais cara da história do tradicional circuito nova-iorquino. E olha que, por muito pouco, todo o projeto quase foi cancelado por falta de financiamento, tendo até uma parcela de ingressos devolvidos graças à mudança da data de estreia – que acontece oficialmente em dezembro.

Nada disso, no entanto, me tira a vontade de assistir ao espetáculo. O que é meio óbvio, já que sou fã de carteirinha do Cabeça de Teia desde que me entendo por gente. Mas não é só por isso. Estamos falando de um musical – gênero que eu, por mais bizarro que possa parecer, simplesmente adoro. Verdade verdadeira, em especial os do Andrew Lloyd Webber, que estão a um passo de se cruzar com aquele aspecto performático do heavy metal. E este é um musical sobre um super-herói – que, por um acaso, é o meu super-herói de quadrinhos favorito. E este é um musical cujas canções têm um lado roqueiro, já que foram compostas por Bono Vox e The Edge, respectivamente vocalista e guitarrista do U2. E a diretora é ninguém menos do que Julie Taymor, que cuidou com tanto carinho das canções dos Beatles no bonitinho filme “Across the Universe”. As credenciais são boas. E deve ser muito divertido ver o seu herói de infância sob uma outra perspectiva, tratado de maneira fiel ao seu espírito mas colocado sob a ótica de um punhado de boas canções. Pode ter ficado tosco? Claro, isso é inegável. Mas estou disposto a dar um voto de confiança. Porque é nestas ocasiões que a gente se sente criança novamente.

Sabe-se que, além de Peter Parker (Reeve Carney) e Mary Jane (Jennifer Damiano), estarão presentes vilões como Duende Verde (que, de acordo com a diretora, é uma espécie de mistura de Octopus com Norman Osborn, muito mais cientista do que executivo), Lagarto, Kraven - O Caçador, Carnificina (HEIN?) e o Cabeça de Martelo. Também foi criada, especialmente para a peça, uma certa vilã de nome Swiss Miss. "Mas a história ainda é sobre a dificuldade de Peter Parker em equilibrar sua vida como um cara normal e o que fazer quando você recebe estas habilidades incríveis", explica Taymor.

Enquanto você fica aí, como eu, sonhando com a possibilidade desta bagaça se deslocar para os palcos brasileiros, dê só uma olhada no comercial de TV que anuncia a peça para ir sentindo o gostinho.



2 comentários:

Tiago disse...

E caso fique MUITO tosco, é só chamar o Mephisto que ele resolve.

Marivan disse...

Vim te dar as boas vindas e te desejar muito sucesso aqui no diHITT,
abçs Marivan