20/05/2011

.: QUADRINHOS .: Uma nova Crise? Ou uma nova Zero Hora?

Sujeitinho inteligente, o tal do Rich Johnston, colunista do site especializado em HQs Bleeding Cool. Já se sabia que, no dia 31 de agosto, a única revista a ser lançada pela DC Comics no mercado americano será a última edição de "Flashpoint", a saga de distorção temporal estrelada pelo velocista escarlate favorito da galera (e do Sheldon), o Flash. Assim sendo, sem grande pretensão, ele se debruçou sobre todos os lançamentos da DC Comics anunciados para aquele mês e percebeu que quase 20 de seus títulos estarão em fase de epílogos e/ou encerramento de arcos importantes.

Ou seja, queridíssimo fanático por HQs de heróis, vou traduzir para quem não captou: durante todo o mês, todos os gibis da editora estarão em ritmo de gran finale. Aí, na última semana do mês, exatamente no último dia do mês, tudo que sai é a edição final do crossover tamanho família que vem prometendo mudar o cenário super-heroístico da casa, e coisa tal, bem no estilo daquilo que a gente ouve falar há décadas cada vez que alguém resolve fazer uma faxina geral. Ou seja: tem uma nova "Crise nas Infinitas Terras" (good!) chegando? Ou melhor, evitando um pouco o tom exacerbado: talvez um novo "Zero Hora" (baaaaaaaaaad!)?

A comparação com "Zero Hora" tem motivo, já que o próprio Johnston tem lá suas teorias sobre o que pode ser uma volta, em setembro, de boa parte das revistas renumeradas, retornando ao número 1, como que marcando a inauguração de uma nova fase da DC - sem contar, é claro, aquela habitual limpeza na qual aparecem alguns novos títulos e uma batelada de outros acabam cancelados.

Ainda é cedo para saber ao certo se "Flashpoint" foi mesmo planejada para abalar as estruturas desta forma tão dramática. Será que algumas das realidades alternativas apresentadas durante a saga vão ganhar vida própria caso haja boa aceitação do público? Só Geoff Johns e seus comandados saberiam dizer. O que eu, no entanto, consigo dizer: se o objetivo de tantos e tantos reboots que a DC vem promovendo nas últimas décadas é limpar a cronologia, abrindo espaço para que novos leitores possam chegar, devo dizer que eles falharam miseravelmente nesta empreitada. Porque não demora muito até que o meio de campo esteja novamente embolado, passado, presente e futuro tudo misturado, e restem apenas aqueles fiéis leitores que, por mais cagadas que tenham lido até então, continuam ali, firmes, fortes e insistentes, que compram seus gibis nem que seja só pra ficar falando mal na internet. Só não se sabe muito bem por quanto tempo.

Mas...estou disposto a dar-lhes uma chance.
Me surpreenda, Johns.
Me faça voltar a comprar gibis da DC.
Estou esperando.

Um comentário:

DCnautas disse...

Se for um reboot será o velho reboot de sempre.. Realmente como o Zero Hora.. começa tudo de novo e de importante ainda mantem: Super e Lois são casados, Batman já tá no quarto Robin.. e fatos assim. Não acho que eles terão culhão e zerar tudo e tudo.

Mas o que peca é que somos a geração de "leitores-wikipedia", gostamos de anotar fatos, criar cronologias.. gostariamos que o que lemos lá em 2003 valesse hoje..

Mas não funciona assim, cada autor coloca o que quer na história.. Mil Generais Zods, mil tipos Kryptons, cada vez que aparece a Fortaleza da Solidão ela tem uma aparência.

E ai vira a velha zona de sempre.