30/06/2011

.: CINEMA .: Kung Fu Panda 2

Sabe aquele tipo de filme que não tem segredo? É, um filme que é aquilo mesmo que vende todo o material promocional, dos trailers aos pôsteres do cinema, passando pelos bonequinhos da lanchonete fast food? Então, “Kung Fu Panda 2” é um filme exatamente assim. Honesto, divertido, sem mistérios, sem decepção, mas também sem grandes surpresas. Se você assistiu a qualquer vídeo sobre a mais nova animação da Dreamworks, sabe antecipadamente o que esperar. Para alguns, isso é ótimo. Para outros, pode ser frustrante. Mas vamos combinar, cá entre nós, que estamos falando do segundo filme do urso panda lutador – sendo que o primeiro já seguia muito bem por este caminho. Se você esperava algo diferente, talvez fosse melhor escolher outro filme para ver.


Nem se preocupe demais com a história, que sinceramente é o de menos. Explico: agora escolhido o Dragão Guerreiro, o panda Po passa seus dias não apenas comendo, mas também treinando e combatendo as forças do mal ao lado dos Cinco Furiosos. O caso é que, repentinamente, retorna à China o herdeiro do trono dos pavões, que tinha sido banido do reino por fazer experimentos perigosos com os fogos de artifício – desenvolvendo, veja você, a pólvora. Com seu exército de lobos, ele quer tomar de volta o que um dia estava destinado a ser seu, nem que para isso tenha que promover uma varredura como a de alguns anos antes, no vale dos pandas. Sim, porque a vidente real previu que apenas um lutador preto e branco poderia detê-lo. O que o pavão fez, então? Varreu os pandas do mapa. Adivinha quem foi o único que sobrou? Bingo.

A trama toda é bastante previsível, você já sabe como vai ser o desfecho final antes mesmo de chegar à metade do filme. Mas não é isso que importa de fato na experiência de “Kung Fu Panda 2”. Apesar do surgimento de outros coadjuvantes, como os mestres Croc, Ox e Rhino, quem rouba a cena mesmo são as palhaçadas do protagonista. Mas, além do bom humor e de uma dúzia de ótimas gags visuais, o grande destaque fica mesmo para as muitas cenas de ação. Sim, porque elas estão ainda mais dinâmicas e ágeis do que aquelas do filme anterior, repletas de adrenalina e com um timing de animação impecável. E cenas de ação, leia-se bem, melhores do que muitas das cenas vistas em filmes de ação live-action e para adultos nos últimos anos. A primeira seqüência de luta com os lobos, por exemplo, chega a ser de tirar o fôlego. E a perseguição ao capitão lupino nas ruas da cidade real, diante do palácio, é para dar nó no pescoço de muito marmanjo que levou o filhote ao cinema no sábado à tarde.

Aliás, “Kung Fu Panda 2” é, muito mais do que no caso do anterior, uma deliciosa homenagem aos filmes de kung fu que todo bom moleque que hoje tem por volta de 30 anos de idade viu na infância e na adolescência. Além das piadas com os clichês mais óbvios, estão lá também as centenas de referências a clássicos de mestres como Bruce Lee, incluindo o conflito entre o nascimento das armas de fogo e a decadência das artes marciais no Oriente, tema bastante explorado neste tipo de película. Quer saber? “Kung Fu Panda 2” até que merece, viu? É do tipo inofensivo e que funciona. Vai sem medo.

KUNG FU PANDA 2 (Idem)
Direção: Jennifer Yuh
Dubladores originais: Jack Black, Angelina Jolie, Jackie Chan, Dustin Hoffman, Gary Oldman, Lucy Liu, Seth Rogen, Michelle Yeoh, Jean Claude Van Damme

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