30/06/2011

.: QUADRINHOS .: Quebra-pau no mundo dos mutantes

Em julho, começa nos EUA “Schism”, a saga dos X-Men que promete chacoalhar o universo dos mutantes. Como eles vinham se mantendo um tanto isolados do restante do Universo Marvel desde “Guerra Civil”, quando evitaram tomar partido, agora o bicho vai pegar para eles. E vai ser internamente. Tudo começa com um incidente internacional causado por um mutante, levando a sociedade a olhar novamente com desconfiança para a agora reduzida comunidade de homens e mulheres X. Justamente no momento em que mais se precisaria de união, fica claro o desentendimento ideológico entre o Ciclope e o Wolverine, chegando a um ponto que as posições de ambos se tornam tão díspares quanto aquelas defendidas um dia por Magento e Charles Xavier, criando um racha entre os times.

No fim das contas, teremos então duas equipes de X-Men – e os editores prometem que não vai ser nada similar ao conceito anos 90 de equipe azul e equipe dourada. O resultado só poderá ser visto de fato em outubro, quando começa então “X-Men: Regenesis”, nova fase que vai permear dois títulos: “Uncanny X-Men” e “Wolverine & The X-Men”.

Olha...não fico nada empolgado com coisas assim. Já tivemos o Magneto “regenerado” algumas vezes, como ele anda atualmente nos títulos gringos. Já tivemos outras divisões claras dos grupos de mutantes, não importa por que motivos (e foram muitos diferentes, acredite). Já tivemos a ressurreição de Jean Grey, conforme a boataria diz que vai rolar ao longo deste arco. E vamos ser sinceros: quantas e quantas vezes o Wolvie já não saiu na porrada com Scott Summers, seja por ideologia ou por mulher? Tá bom, chega a ser interessante ver esta treta acontecendo agora que o Ciclope está ainda mais durão e extremo do que em outras eras, com uma posição mais firme e militarizada sobre a vida. Mas, mesmo assim, não tem nada de novo no âmbito conceitual.

E ainda arrumaram mais um título para o Wolverine aparecer? Sério? Vai fazer hora extra assim lá na Zona Negativa.

Sabe o que parece – e que se trate fases como as de Joss Whedon e Grant Morrison como honrosas exceções? Que existe uma espécie de manual básico da cronologia mutante e que, cada vez que um autor assume a bronca, ele resolve que vai recorrer ao livrinho, reciclando e regurgitando novamente aquelas idéias requentadas. Nos gibis dos X-Men, ultimamente, tudo tem cara de mais do mesmo. É um ciclo aparentemente interminável e que, em raras ocasiões, alguém tem culhões suficientes para quebrar.

Um comentário:

Sandro Ribeiro disse...

É por essas e outras que desisti de ler quadrinhos de super-herois.