18/11/2011

.: MÚSICA .: Este senhor chamado Mike Patton

"Quem dá as cartas é Patton que, me arrisco a dizer, talvez seja o maior vocalista de rock da atualidade" - esta é a opinião do amigo blogueiro Rob Gordon sobre o frontman do Faith No More, em sua crítica do show da banda na edição deste ano do SWU. Por mais que eu celebre nomes como Michael Kiske, Roy Khan e o mestre Jorn Lande, preciso admitir uma coisa: concordo em gênero, número e grau com Mr.Gordon.

Não, não fui ao SWU. Mas já tinha realizado, em 2009, meu sonho de ver o Faith No More ao vivo na gloriosa apresentação dos caras no Festival Maquinária (faça o favor de ler a minha resenha para o Whiplash, caso não o tenha feito ainda!). Ao ver pela TV um bom pedaço da apresentação de Patton e sua trupe no palco de Paulínia, nas reprises apresentadas esta semana, apenas confirmei o que já achava do sujeito: ele só melhorou com o passar dos anos. Se tornou ainda mais versátil, emocional, performático, carismático. Perfeito em todos os sentidos que consigo imaginar.

Mike Patton está envolvido em uma dezena de projetos e bandas paralelos, cantando em italiano com uma orquestra de um lado, fazendo um monte de barulhinhos esquisitos e onomatopéias infernais ao lado do baterista do Slayer em outro, dando voz à um monte de canções tradicionais dos índios norte-americanos numa outra pegada ainda mais insana - talvez não menos insana do que imaginá-lo cantando rap do tipo gangsta. Patton não pára um minuto - e ainda bem, aliás. Sem se apegar a um único estilo, apregoando apenas a sua própria liberdade musical individual, ele prova que pode cantar o que bem entender. E funciona. Sempre.

O vocalista é capaz de entoar uma baladinha de tons pops e açucarados com uma voz doce e inocente, para arrancar suspiros das meninas. E também é capaz de deixar aflorar o seu lado mais alucinado, se debatendo e pulando de um lado para o outro no palco com o diabo no corpo enquanto berra a letra de uma paulada heavy metal para aquecer qualquer headbanger. Patton é sentimento em estado bruto.

Patton poderia cantar no Sepultura, poderia fazer cover da Britney Spears, poderia ser convidado especial em um épico do metal melódico no Avantasia, poderia substituir a Lady Gaga, poderia tocar Pantera ao lado da Madonna ou Tears for Fears junto com o AC/DC. Poderia ser tudo isso e muito mais. Porque quando um artista pode ser o que quiser, quando ele faz o que quiser de uma maneira soberba, quando deixa seus pares simplesmente de queixo caído, este cara está além do normal. Ele é especial demais.

E Mike Patton, meus caros, é um destes camaradas especiais.

2 comentários:

Leticia B disse...

Meu amigo, essa foi sem dúvida a melhor definição que já li sobre o Mike Patton. Concordo em genero, número e grau. Parabéns pelo comentário!!

Marcos disse...

No SWU não vi os outros integrantes do faith no more, acho que foi mais marketing do Patton.