01/06/2012

.: QUADRINHOS .: O Lanterna Verde saiu do armário!

Mas não é o Lanterna Verde que você imagina. Pois é, sabe aquela história da DC Comics dizer que ia revelar que um de seus personagens, pós-reboot, seria homossexual? Então. Confirmou-se o que a boataria mais recente indicava – trata-se de Alan Scott, o primeiro Lanterna Verde, ainda da Era de Ouro dos Quadrinhos. Aos não-leitores de gibis, favor não confundir com o Hal Jordan, atual Lanterna Verde e protagonista do recente (e fracassado) longa-metragem. São pessoas diferentes e que têm, inclusive, poderes com origens bem distintas.  

Ao contrário do casamento GLS da Marvel, no entanto, que teve como foco um super-herói que há décadas os fãs sabem que é gay assumido, a tal revelação da Distinta Concorrência soa por demais oportunista e covarde. Afinal, foi dito que seria um de seus heróis consagrados, proeminentes e tal e coisa. Olha, devo dizer que escolher o Alan Scott já foi uma saída pela esquerda, porque ele é um personagem importante para os leitores mais antigos mas, bem cá entre nós, o sujeito está muito longe de pertencer ao panteão do que se pode chamar de “heróis consagrados”. Eu já diria que teria faltado coragem à DC – antes mesmo de saber que o Alan Scott homossexual é, na verdade, da Terra 2.  

Uma realidade alternativa, para quem não captou a mensagem. Uma cronologia paralela, que não é a oficial – a exemplo da Marvel com o seu universo Ultimate, no qual o novo Homem-Aranha é um menino negro de origem latina. Muito fácil, já que na Terra 2 eles podem fazer as interpretações que bem entenderem para os medalhões da casa, mudando não apenas suas orientações sexuais mas também suas raças, suas origens e, em alguns casos, até o gênero...ou alguém aí se esqueceu que, na Terra 2, o Eléktron é na verdade uma mulher? 

Mas que falta de culhões, querida DC. Cria um verdadeiro estardalhaço em torno do anúncio de um herói gay e, depois de toda a exposição na mídia, mostra que o tal herói não é tãoooooooooo proeminente assim e, pior, ainda faz parte de uma realidade paralela. Ou seja: dá para imaginar os grandes e geniais executivos pensando “ah, este tipo de ‘experimento’ eu faço na minha cronologia que não é oficial, atraindo os holofotes da imprensa e a simpatia do público 'diversificado'. Enquanto isso, a minha cronologia tradicional e os meus protagonistas permanecem intactos e 'limpinhos'. Hahahahahaha”.  

Tsc, tsc. Mas que decisão bunda-mole, numa boa.

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