15/08/2012

.: MÚSICA .: A rainha em busca de sua majestade

E no final de semana, lá estavam os membros remanescentes do Queen - com exceção do nobre John Deacon, claro - tocando com mais um vocalista convidado...no caso, a Lady Gaga britânica, Jessie J (modo provocação gratuita: on), no palco da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos. Mais uma vez, a minha banda favorita dá um passo para longe do que deveria ser o seu tiro certeiro em uma turnê de comemoração/celebração ao seu legado. A moça até que não fez feio. Mas, vamos e venhamos, Brian May e Roger Taylor, a resposta estava na sua cara. Sempre esteve.

Ok, Paul Rodgers é ótimo, vocês podem insistir que ele seria a escolha do próprio Freddie, que era fã, mas sabemos que não, não deu certo. Não colou. Adam Lambert canta direitinho, mas está longe de ter as bolas necessárias para cantar um hit batido como "We Will Rock You" sem parecer pedante. O que daria certo de verdade? Lembrem do tributo ao Freddie Mercury, porra. Lá no palco, cantando "Somebody To Love" ao lado de vocês, estava um sujeito de nome George Michael - que, por sinal, também cantou (e detonou, leia-se) nesta festança olímpica. Bingo.

Vejam como ele se encaixa bem no estilo do Queen. E não tem nada a ver com a sexualidade de ambos, por favor, vamos deixar a superficialidade de lado. Mas não dá pra negar. Ele não é substituto para o Mercury, que não tem substitutos, isso é óbvio. Mas o cantor sabe, como poucos, trafegar pelo rock e pelo pop com naturalidade, misturando tudo sem problemas, como sempre foi a praia do Queen, uma banda de rock que se orgulhava de não ser só rock, apenas e tão somente. Uma turnê do Queen com George Michael é, na boa, um dos meus mais íntimos sonhos musicais.

 

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