08/10/2012

.: 5 PERGUNTAS PARA... .: Eloy Casagrande (baterista do Sepultura)

1) Eloy, vamos ser honestos: já não te deu no saco este papo de ficar sendo tratando como "menino-prodígio das baquetas"? Como fazer os auto-proclamados críticos de música entenderam que você cresceu...rs?
Hahaha...tocando! Não há maneira melhor de mostrar o meu valor, o meu talento, a minha importância.

2) Sentar no banquinho que outrora foi de um sujeito como Iggor Cavalera te intimidou de alguma forma?
Sim, claro! O primeiro baterista do Sepultura é um ícone sempre, conhecido e respeitado mundialmente, o cara já foi uma influência para mim e tenho máximo respeito por ele! E depois pelo Jean, que também é um outro monstro. É muita responsabilidade de assumir este posto e acredito que estou dando conta do recado muito bem. A banda me recebeu muito bem, acreditou no meu trabalho, tenho total confiança dos músicos, da equipe, do management, e assim me sinto muito confortável para dar o meu melhor e honrar o nome do Sepultura.

3) E a recepção dos fãs, tanto ao vivo quanto nos recônditos da internet? Você sente algum tipo de pressão numa banda o tempo todo envolta em boatos sobre o retorno da formação clássica, com os brothers Cavalera?
No começo foi pressão total! Eu já esperava que os fãs se manifestassem pelo fato da minha idade, mas o palco está sendo dia-a-dia a resposta do meu trabalho para os fãs e acho que todos estão na expectativa para o material novo. Quanto ao lance dos irmãos, o Sepultura já deixou mais do que claro em entrevistas e declarações que não vai acontecer.

4) Para você, que já tocou um estilo mais power metal ao lado do André Matos e com uma pegada um pouco mais melódica ao lado do Glória, foi difícil entrar no esquema mais thrash/porradeiro do Sepultura? Ou foi justamente a diversidade de experiências que acabou te ajudando?
Penso que todos os músicos sempre devem estar preparados para qualquer tipo de gig, a oportunidade aparece e você só tem uma chance. Sempre fui muito fã de metal, thrash.... escutava Sepultura antes e já sabia tocar algumas músicas. Quando me chamaram para o teste, eu não ia começar algo do zero, eu já tinha uma bagagem.

5) Entrando de vez nesta rotina das turnês internacionais, justamente no ano em que o Sepultura, uma das mais importantes bandas do planeta, participa de todos os principais festivais...Você acha que chegou onde queria ou ambiciona ainda mais? O que você ainda sonha fazer em termos de música?
Eu quero sempre somar aonde estou. Quero cada vez mais que o Sepultura alcance novos patamares e ganhe novos fãs! Não vejo a hora de lançarmos material novo! Quero colocar um pouco da minha cara nesse novo material e somar musicalmente à banda. Sonho em sempre estar fazendo o melhor de mim para a música e passar isto da forma mais honrosa para o mundo.

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