03/02/2014

.: TELEVISÃO .: Novo episódio de "Investigação Criminal" fala sobre a morte do cartunista Glauco

Coprodução do A&E e da Medialand, Investigação Criminal tem o objetivo de mostrar ao telespectador um panorama técnico e completo de uma investigação criminal, do começo ao fim – desde a análise do local do crime, passando pelas suposições de quem são os criminosos, até o desenho de toda a sequência de ações que levaram ao estágio final do delito.

Em 2014, o A&E volta a exibir episódios inéditos da série, estreando a temporada com o caso do assassinato do Cartunista Glauco e de seu filho Raoni, no dia 4/2, terça-feira, às 22h30. Conhecido por seus inúmeros personagens, Glauco era um dos cartunistas mais famosos e admirados do Brasil. Vivendo num sítio em Osasco, na Grande São Paulo, Glauco era o líder do Céu de Maria, que usava o Santo Daime em seus cultos religiosos. Entre os seguidores dessa igreja, estava Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, mais conhecido como Cadu, um jovem com problemas psiquiátricos.

No dia 12 de março de 2010, Glauco chegou em casa e viu Cadu conversando com Juliana, sua enteada. O jovem acreditava que era a reencarnação de Jesus e queria que todos fossem a sua casa, no Alto de Pinheiros, para confirmar a história aos seus pais. Glauco tentou acalmá-lo e combinou que apenas ele iria acompanhá-lo. No meio da conversa, Cadu apontou a arma para a cabeça e teria tentado se matar, imediatamente impedido pelo cartunista. O rapaz, então, começou a discutir com Glauco e o agrediu com uma coronhada no rosto, que provocou sangramento no nariz. Nesse momento, Raoni chegou ao local e viu que Cadu atirava contra seu pai, e em seguida também foi alvejado.

Cadu fugiu em um carro roubado em direção ao Paraguai, sob efeito de maconha e haxixe e com a arma do crime. Assim que foi capturado pelos policiais, assumiu o assassinato. Apesar da confissão, o crime ainda tinha alguns pontos obscuros. O primeiro diz respeito ao papel de Felipe Iasi, o amigo que teria sido coagido a levar Cadu ao Céu de Maria na noite da tragédia. Por meio do rastreador instalado no carro do rapaz, a polícia reconstituiu o trajeto que Iasi percorreu depois de deixar a casa de Glauco e tinha a indicação de que teria dado cobertura ao amigo na fuga. Há ainda a possibilidade de Cadu ter omitido outra informação: em depoimento, ele diz que roubou o carro no domingo de manhã e seguiu viagem. O rastreamento do veículo indicava, porém, que o automóvel encontrava-se no Parque do Ibirapuera às 13 horas do domingo.

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