05/05/2014

.: CINEMA .: O dia em que fiquei cara a cara com o Homem-Aranha

Sou leitor fiel de quadrinhos desde que tinha meus 7 anos de idade – afinal, aprendi a ler com eles. Da Turma da Mônica, migrei direto para a dobradinha Marvel/DC e de lá nunca mais saí, por mais que tenha ampliado consideravelmente meu alcance de leitura conforme fui ficando mais velho. Sou leitor fiel de quadrinhos até hoje. E desde aquela tenra idade, sempre tive certeza de quem era o meu personagem favorito. Sempre foi o Homem-Aranha.

Sempre.

Mesmo quando ninguém sabia quem ele era, muito antes de ter um desenho animado legal passando na TV ou de um cineasta renomado sonhar em levá-lo para passear nas telonas. Eu era fã do Homem-Aranha mesmo nos anos 90, com a Image Comics bombando, com todo moleque que eu conhecia dizendo que os X-Men do Jim Lee eram “animais” e que o lance eram os heróis raivosos e de armas em punho. Não importava. Para mim, sempre foi o Homem-Aranha. A coisa de “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades” ajudou a moldar o meu caráter. Confesso.

No último domingo, 27, eu estive na sede brasileira da Sony, ao lado de outros três intrépidos colegas internéticos, para uma espécie de entrevista coletiva, via Google Hangout, com o ator Andrew Garfield, o atual intérprete do Homem-Aranha. No fundinho, bateu um pouco de medo. Tudo bem, ele é um ator, não o personagem – mas é, digamos, a atual personificação do personagem. Ele é a cara do Aranha. O quão frustrante seria se ele fosse um daqueles astros hollywoodianos insuportáveis? Justamente o cara que interpreta o Homem-Aranha? Seria injusto demais.

Mas não foi, ainda bem. BEM pelo contrário, aliás.

Falando diretamente de um hotel em Londres, ele esbanjou simpatia e bom humor. De cara, elogiou a minha camiseta – porque, obviamente, eu estava usando uma camiseta do Homem-Aranha, não teria como ser diferente. Com empolgação, Garfield fez questão de mostrar sua alegria não apenas com o filme, mas sim com o fato de poder viver o seu herói de infância. Falou sobre suas HQs favoritas do Cabeça de Teia, elogiou a saga Tormento (de Todd McFarlane) e a arte da série Ultimate (o que me arrancou um “Mark Bagley rules”, falado bem baixinho ao microfone), confirmou o encontro com Dan Slott a respeito do segredo sobre o final de Superior Spider-Man, revelou como foi a emoção de encontrar Stan Lee pela primeira vez. Ele falou, em resumo, com a mesma emoção que eu mesmo falaria se estivesse no lugar dele.

No fim das contas, sempre foi o Homem-Aranha. Tanto pra mim quanto pro Andrew Garfield. Ainda bem.

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